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Crianças pequenas desconfiam dos mentirosos, diz estudo

Estudo realizado no Canadá revela que crianças menores de 16 meses preferem não imitar um adulto após comprovar que ele as enganou

Crianças menores de 16 meses são capazes de diferenciar o verdadeiro do falso, de acordo com um estudo publicado no periódico Infant Behavior Development. De acordo com a pesquisa, elas gostam de imitar o que veem e escutam – gestos, entonações, expressões -, mas optam por não seguir o exemplo de quem percebem como pouco confiável.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Infants prefer to imitate a reliable person

Onde foi divulgada: revista Infant behavior development

Quem fez: Diane Poulin-Dubois, Ivy Brooker, Alexandra Polonia

Instituição: Universidade de Concórdia, Canadá

Dados de amostragem: 60 crianças de 13 a 16 meses

Resultado: A pesquisa mostrou que as crianças conseguem identificar quando um adulto tenta enganá-las. Esse comportamento ajuda os pequenos a decidir se eles vão imitar o comportamento dos grandes. Em geral, as crianças preferem imitar os adultos confiáveis e ignorar os mentirosos.

A pesquisa realizada na Universidade Concórdia de Montreal, no Canadá, centrou-se em 60 crianças de 13 a 16 meses, divididas em dois grupos, um com avaliadores adultos confiáveis e outro com avaliadores adultos não confiáveis. Na primeira tarefa, os adultos olhavam dentro de uma caixa e mostravam seu entusiasmo. Depois, as crianças recebiam as caixas para ver se estas continuam um brinquedo, para verificar assim a credibilidade do adulto.

Na segunda tarefa de imitação, o mesmo adulto acendia a luz pressionando o interruptor com a testa em vez de usar as mãos. Apenas 34% das crianças cujos avaliadores eram confiáveis imitaram o estranho gesto. Por outro lado, 61% das crianças no grupo do adulto confiável imitaram esse comportamento. O estudo concluiu que a maioria das crianças nessa idade se nega a imitar um adulto após comprovar que este a enganou.

“Assim como as crianças mais velhas, os bebês registram se um indivíduo é preciso ou impreciso e utilizam essa informação para guiar sua aprendizagem posterior”, disse a principal autora do estudo, Diane Poulin-Dubois, do Departamento de Psicologia da Universidade Concórdia e membro do Centro de Pesquisa em Desenvolvimento Humano. “As crianças optam por não aprender algo com alguém que eles percebem como pouco confiável”.

(Com Agência France-Presse)