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Crânio humano evoluiu para ser mais resistente a socos

Pesquisadores descobriram que os ossos da face que sofriam muitas fraturas decorrentes de brigas se tornaram mais robustos

Por Da Redação - Atualizado em 6 maio 2016, 16h11 - Publicado em 10 jun 2014, 15h59

Um novo estudo mostrou que o formato do rosto dos ancestrais humanos evoluiu de forma a minimizar os danos causados por socos desferidos durante brigas. A conclusão é de uma pesquisa publicada nesta segunda-feira, no periódico Biological Reviews.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Protective buttressing of the hominin face

Onde foi divulgada: periódico Biological Reviews

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Quem fez: David R. Carrier e Michael H. Morgan

Instituição: Universidade de Utah, nos Estados Unidos

Resultado: O estudo mostrou que o formato do rosto dos ancestrais humanos evoluiu de forma a minimizar os danos causados por socos desferidos durante brigas.

Pesquisadores analisaram o crânio do Australopithecus, predecessor do gênero Homo que habitou a Terra entre 4 e 5 milhões de anos atrás, e descobriram que os ossos do rosto e o maxilar eram mais fortes nas regiões mais propensas a receber um soco.

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De acordo com os autores, as dimensões das mãos desses ancestrais já permitiam a formação de um punho. “Se a evolução das proporções da nossa mão está associada ao comportamento agressivo, é de se esperar que o principal alvo, o rosto, também tenha evoluído para se proteger dos danos causados pelos socos”, afirma David Carrier, pesquisador da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, e principal autor do estudo.

Os ossos da face que sofriam um grande número de fraturas decorrentes de brigas foram os que apresentaram um maior aumento de robustez durante a evolução dos hominídeos. Nesses ossos, tanto nos Australopithecus quanto nos humanos, também foram constatadas as maiores diferenças entre homens e mulheres. “As partes que têm mais chances de serem atingidas em conflitos são maiores nos homens do que nas mulheres”, afirma Carrier.

A pesquisa apresenta uma alternativa para a hipótese de que essa mudança nos ossos do rosto tenha acontecido devido ao hábito de mastigar comidas duras, como nozes, e se baseia no trabalho anterior da mesma equipe, segundo o qual a agressividade desempenhou um papel mais importante na evolução humana do que se costumava pensar.

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