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Contra o aquecimento, cientistas projetam vulcões artificiais

Experimento com balões do tamanho de estádios de futebol pretende simular os efeitos das erupções vulcânicas, cujas partículas refletem o calor

Por Da Redação - Atualizado em 6 maio 2016, 17h00 - Publicado em 14 set 2011, 12h52

Cientistas ingleses anunciaram os detalhes de um projeto que pretende simular os efeitos de um vulcão para eventualmente frear o aquecimento global. O objetivo é estudar os desafios técnicos do que seria uma “medida de emergência” contra a elevação da temperatura média global, caso falhem os esforços para controlar as emissões de gases que aceleram o efeito estufa. O projeto foi anunciado no Festival de Ciências da Universidade de Bradford, Inglaterra.

Quando um vulcão entra em erupção, uma grande quantidade de partículas é lançada à atmosfera. Essas partículas refletem a luz solar, impedindo que parte do calor chegue à superfície. Em 1991, a erupção do Monte Pinatubo, nas Filipinas, fez com que a temperatura média da Terra caísse 0,5 ºC por dois anos.

Agora, os cientistas querem lançar à atmosfera um enorme balão de gás hélio – do tamanho de um estádio de futebol – preso a uma mangueira de um quilômetro. Através da mangueira, será bombeada água. Quando o líquido chegar ao topo do balão, será lançado na atmosfera e vai evaporar ou cair na forma de uma chuva leve. (continue lendo a matéria)

Veja como funciona o vulcão artificial:

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Como funciona o vulcão artificial

Os cientistas pretendem que o experimento forneça as informações necessárias para formular as próximas etapas do projeto. A ideia é dominar a tecnologia necessária para lançar entre 10 e 20 balões deste tipo a 20 quilômetros de altitude. Mas em vez de água, os cientistas querem usar um líquido contendo partículas de argila, sais e óxidos metálicos, mais eficientes para refletir a luz do Sol que as partículas de vulcões de verdade.

Os especialistas ingleses dizem que pretendem dominar a tecnologia como um último recurso contra o aquecimento global, mas ressaltam que para empregá-lo será necessário obter o consenso e a participação de diversos governos ao redor do mundo. “Existem grandes decisões éticas e governamentais envolvidas – só porque podemos, não significa que temos o direito de fazer”, afirmaram.

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