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Contra a poluição, São Paulo e Rio apostam no biodiesel

Combustível feito de cana-de-açúcar reduz em até 41% a fumaça preta

Por Juliana Arini - Atualizado em 6 Maio 2016, 16h32 - Publicado em 20 jun 2012, 17h30

Até sexta-feira, quando se encerra a Rio+20, o site de VEJA tratará dos desafios da sustentabilidade em São Paulo e no Rio de Janeiro e as iniciativas que estão sendo tomadas para vencê-los. Serão abordados cinco temas: água, lixo, reciclagem, a influência das metrópoles na exploração dos recursos da Amazônia e, nesta quarta-feira, a poluição do ar. Confira abaixo como as duas cidades enfrentam a questão:

Tarja para seção SP do tema sustentabilidade – os desafios de SP e Rio

Problema: Os engarrafamentos e a poluição sonora fazem parte do dia-a-dia do paulistano. A cidade tem uma frota de 7,2 milhões de veículos, dos quais 5,2 milhões são automóveis. Apesar de 45% dos carros brasileiros serem flex – ou seja, habilitados ao uso de biocombustíveis menos poluentes -, a poluição dos veículos continua a ser a principal fonte de emissão de gases que causam mudanças climáticas. “Vinte e cinco por cento dos gases do efeito estufa são emitidos a partir do lixo; 75%, pelo uso de energia. Dessa última parte, 90% derivam do uso de petróleo no transporte”, afirma Eduardo Jorge, secretário municipal de meio ambiente de São Paulo.

Solução: Além do rodízio, que tira das ruas 20% dos veículos de passeio nos horários de pico, e do apoio financeiro (2 bilhões de reais) à extensão do metrô, que hoje já transporta 4 milhões de usuários em seus 74,3 quilômetros, a administração municipal aposta no programa Ecofrota da Prefeitura. Essa iniciativa deve trocar os combustíveis fósseis pelos renováveis de todos os ônibus municipais até 2018. Em execução há um ano, já conseguiu reduzir 13,9% das emissões de poluentes. O diesel de cana-de-açúcar, utilizado em 160 ônibus na cidade, reduz em até 41% a fumaça preta em comparação ao diesel B5. A este último é obrigatoriamente adicionado 5% de biodiesel. Há também ônibus movidos a etanol e uma tecnologia nacional de veículos híbridos.

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Problema: Um estudo da Coppe, instituto de pós-gradução em engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mostrou que o transporte rodoviário responde por 38,7% das emissões de CO2 registradas na cidade, que hoje são de 5.277 toneladas por ano.

Solução: Um novo corredor garante que os ônibus circulem mais rápido, sem dividir a pista com outros veículos. Chamado de BRT, ou Transoeste, deve ajudar a reduzir a frota de 337 para 276 ônibus. Além disso, a frota é abastecida com diesel B5 ou de cana-de-açúcar. “Vai ser um estímulo para a população migrar do transporte individual para esse sistema, já que ele deve reduzir em até 60 minutos o trajeto entre a Barra da Tijuca e Campo Grande”, afirma o prefeito, Eduardo Paes.

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