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Conjunção de Marte e Saturno pode ser observada a partir desta sexta

Período entre o pôr do sol e por volta das 23h é o melhor para observar o fenômeno, que dura até o fim de agosto

A partir desta sexta-feira até o fim de agosto será possível observar os planetas Marte e Saturno se aproximando, em um fenômeno denominado conjunção planetária. “Mesmo nas grandes cidades é possível ver os dois planetas a olho nu”, afirma Alexandre Amorim, coordenador de observações do Núcleo de Estudos e Observação Astronômica José Brazilício de Souza, vinculado ao Instituto Federal de Santa Catarina.

Menos poluição luminosa e atmosférica são sempre fatores recomendáveis para observações astronômicas, mas eles não são essenciais neste caso, uma vez que os planetas são bem fáceis de visualizar. “Eles serão mais brilhantes do que a maioria das estrelas, então não deve ser difícil encontrá-los”, afirma Eduardo Cypriano, professor e pesquisador do departamento de astronomia da Universidade de São Paulo. De acordo com ele, com um binóculo pode ser possível ver até mesmo os anéis de Saturno.

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Entre os dias 25 e 27, os astros devem estar mais próximos um do outro, e no dia 31 serão acompanhados pela Lua, que ainda estará com brilho fraco. O melhor momento para observar o fenômeno é logo após o pôr do sol, na direção oeste, um pouco acima dele. Os planetas devem ficar visíveis a partir das 19h até por volta das 23h.

Cor – A principal dica para identificar os planetas é prestar atenção na sua cor: Marte é vermelho-alaranjado e Saturno tem coloração amarela. Além disso, Paulo Varella, astrônomo do observatório Céu Austral, lembra que, ao contrário das estrelas, os planetas não têm cintilação, ou seja, não piscam.

Vale lembrar que a aproximação entre os dois astros é aparente, e que continuam havendo centenas de milhões de quilômetros entre eles. Aqui da Terra, eles parecem se aproximar devido ao caminho que percorrem em suas órbitas. “É como se Marte estivesse ultrapassando Saturno, cada um correndo em uma raia diferente. Como a de Marte está mais próxima do Sol, a nossa impressão é que ele passa mais rápido”, explica o Amorim.