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Comunidade científica defende um “novo contrato” entre ciência e sociedade na Rio+20

Em plenária, Yuan-Tseh Lee diz que transformação sustentável deve ser apoiada pela análise e rigor da ciência

Por Marco Túlio Pires, do Rio de Janeiro - Atualizado em 6 Maio 2016, 16h32 - Publicado em 20 jun 2012, 15h52

Cientistas e engenheiros, representados por Yuan-Tseh Lee, presidente do Conselho Internacional de Ciência (ICSU, na sigla em inglês), pediram nesta quarta-feira aos chefes de estado reunidos na Rio+20 que seja estabelecido um novo contrato entre ciência e sociedade. O discurso foi resultado de três dias de apresentações e reuniões no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, que ocorreu entre os dias 13 e 15 de junho no Rio de Janeiro.

De acordo com Lee, o homem vive em uma época em que a atividade humana domina o planeta, uma nova era chamada Antropoceno. “Estamos em um tempo de grandes mudanças climáticas, perda de biodiversidade, poluição generalizada”, disse. “Tudo isso ameaça a civilização humana. Nós, da ciência, lançamos um apelo: se não agirmos agora teremos mudanças irreversíveis na biodiversidade e na visão sustentável do planeta”

O presidente do ICSU lembrou que a ciência ajuda o desenvolvimento da humanidade há séculos. “Por isso mesmo, nossa transformação sustentável deve ser apoiada pelo conhecimento científico”, argumentou Lee.

“Pesquisas mostram que os desafios do desenvolvimento sustentável requerem transformações fundamentais nos âmbitos pessoal e sistêmico para proteger o planeta, acabar com a pobreza, acabar com a desigualdade, conflito e proteger os direitos humanos e a justiça”.

Lee disse que a Rio+20 clama por um novo contrato entre a ciência e a sociedade. “A comunidade científica está pronta para abraçar esse futuro. Não temos tempo a perder, precisamos agir juntos”.

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