Como a China está usando a IA para revolucionar as previsões do tempo
Na esteira de um verão marcado por tufões e chuvas sem precedentes, país asiático está dando um salto notável nas tecnologias meteorológicas
Na esteira de um verão extremo, que tem levado a recordes de precipitação de chuva e à passagem de tufões turbinados pelo país, a China está se valendo da alta tecnologia — mais especificamente, da inteligência artificial (IA) — para criar sistemas de previsão meteorológica muito mais eficientes que os utilizados no mundo hoje.
Entre as novas ferramentas de monitoramento climático que já estão em uso no país asiático encontram-se o Fengwu, desenvolvido pelo Shanghai AI Laboratory, o Fuxi, criado pela Universidade Fudan, e o Pangu, pertencente à gigante da tecnologia Huawei. Todos eles são baseados em recursos de inteligência artificial — graças aos quais as previsões estão ganhando notável capacidade de precisão ao alertar para eventos extremos com bstante antecedência.
Testados no país durante uma temporada de intempéries intensificada pelo fenômeno do “Super El Niño”, os novos sistemas estão permitindo às autoridades da China traçar com mais precisão a rota de tufões e tempestades dias antes de eles atingirem seu território – a margem de erro caiu para menos de 30 quilômetros e apenas 30 minutos de diferença em relação ao horário previsto da maioria dos eventos. Com isso, é possível adotar medidas preventivas e paliativas de forma cirúrgica nas regiões afetadas pela passagem de tufões e enchentes.
No momento, premida pela necessidade de reagir diante do clima severo, a China tomou a dianteira no que diz respeito à utilização da inteligência artificial nessa seara. Seus novos sistemas já demonstraram eficiência mais ampla que a dos concorrentes americanos que até então eram o suprassumo das previsões do tempo de alta fidelidade, como o GraphCast e o GenCast, do Google.
Nos últimos anos, esses sistemas extraíam seus prognósticos de supercomputadores que projetavam as condições futuras com base em modelos atmosféricos. Com a IA, todo histórico de big data de eventos passados passa a ser levado em conta, refinando os resultados
Nessa corrida pelo aprimoramento das ferramentas meteorológicas, que vêm se revelando cada vez mais estratégicas diante das mudanças no clima global, a China saiu na frente, mas há outros país investindo pesado no setor. Além dos Estados Unidos, a Índia vem se destacando nisso.







