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Cientistas sugerem combinar agricultura orgânica e convencional

Combinar técnicas de agricultura convencional e orgânica poderia tirar o melhor de cada uma e obter ganhos sem causar danos ao meio ambiente, sugeriram cientistas americanos e canadenses em um estudo.

Pesquisadores da universidade McGill de Montreal e da Universidade de Minnesota se basearam na literatura científica para comparar os dois tipos de agricultura.

Segundo o estudo, publicado na revista Nature, as técnicas empregadas na agricultura orgânica, que são melhores para o meio ambiente, são menos produtivas e rentáveis do que as da agricultura convencional.

No geral, os rendimentos da agricultura orgânica são 25% inferiores aos da agricultura convencional, embora com boas condições de produção, destacou o estudo, possam ser apenas 13% menos rentáveis.

“O que significa que, em certos casos, os sistemas de agricultura orgânica podem competir com a agricultura convencional, com alguns de seus produtos, as condições de crescimento e as práticas de gestão particulares, embora normalmente não seja o caso”, explicaram os cientistas.

Para estes especialistas, para “conseguir uma segurança alimentar sustentável, seria preciso utilizar diferentes técnicas – convencionais, orgânicas e inclusive híbridas -, que produzam mais comida a preços razoáveis, sejam benéficas para os agricultores e reduzam os danos ambientais”.

As práticas variariam em função dos produtos.

Os pesquisadores imaginam, ainda, uma mistura dos dois métodos para que cada um pudesse se beneficiar do outro.

A agricultura orgânica, por exemplo, poderia usar nitrogênio químico no lugar de esterco para aumentar o rendimento. A agricultura convencional, por sua vez, poderia se adaptar às práticas que respeitam o meio ambiente, como aumentar a variedade dos cultivos ou usar os resíduos de outros plantios.

“Podemos criar um sistema alimentar duradouro, combinando as práticas biológicas e convencionais, a fim de maximizar o rendimento alimentar, reduzindo assim o impacto ambiental”, afirmou Jonathan Foley, da Universidade de Minnesota.