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Cientistas revertem problemas de memória em laboratório

Estudo foi realizado em uma cultura de células de lesmas-do-mar e pode servir de base para tratamentos de doenças neurológicas

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h21 - Publicado em 23 abr 2013, 14h52

Pesquisadores do Centro de Saúde e Ciência da Universidade do Texas, em Houston, nos Estados Unidos, conseguiram reverter em células cerebrais cultivadas em laboratório problemas neuronais relacionados à memória. O estudo representa o primeiro passo em direção a possíveis tratamentos para a perda de memória associada a doenças neurológicas, como Alzheimer.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Deficit in Long-Term Synaptic Plasticity Is Rescued by a Computationally Predicted Stimulus Protocol

Onde foi divulgada: periódico Journal of Neuroscience

Quem fez: Rong-Yu Liu, Yili Zhang, Douglas A. Baxter, Paul Smolen, Leonard J. Cleary e John H. Byrne

Instituição: Universidade do Texas, EUA

Resultado: Os pesquisadores adicionaram serotonina à cultura de células de lesma-do-mar em intervalos irregulares, previstos por um modelo matemático. Dessa forma, eles simulavam o que aconteceria no cérebro de um animal que estivesse sendo treinado para aprender algo. Com isso, as conexões entre as células foram restauradas. Isso significa que, mesmo com o problema de memória criado pelos pesquisadores, aquelas células estavam aptas a aprender e utilizar a memória tanto quanto células sem nenhum problema.

O estudo, publicado no periódico Journal of Neuroscience, foi realizado com células cerebrais de um tipo de lesma-do-mar denominado Aplysia californica que, apesar de ter um sistema de aprendizado e memória muito simples, apresenta reações bioquímicas semelhantes às dos seres humanos.

Os pesquisadores descobriram que, como as diferentes reações bioquímicas que se relacionam à memória têm velocidades diferentes, a melhor maneira de proporcionar o aprendizado (e neste caso, a memória) é através de intervalos de treinamento irregulares. Utilizando um modelo matemático, eles conseguiram estimar os melhores momentos para “treinar” as células cultivadas em laboratório.

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“Nós temos o hábito de estudar em intervalos regulares, às segundas e quartas-feiras, por exemplo. Essa pesquisa mostra que estudar em intervalos irregulares pode ser melhor para o aprendizado”, disse John Byrne, principal autor do estudo, ao site de VEJA.

Reprodução

Lesma Aplysia Californica

Lesma-do-mar Aplysia californica

Treinamento de memória – Para descobrir se essa estratégia poderia ajudar a evitar a perda de memória, os autores provocaram problemas neuronais relacionados à memória em uma cultura de células nervosas de Aplysia californica. Eles bloquearam a atividade de um gene que produz uma proteína relacionada à memória. Isso afetou a intensidade das conexões entre os neurônios, que são responsáveis pela memória de longo prazo.

Para imitar as sessões de treinamento, os pesquisadores adicionavam serotonina à cultura de células em intervalos irregulares, previstos pelo modelo matemático. Dessa forma, eles simulavam o que aconteceria no cérebro de um animal que estivesse sendo treinado para aprender algo.

Depois de cinco sessões, a força das conexões neurais estava novamente próxima do normal nas células que haviam sido afetadas. Isso significa que, mesmo com o problema de memória criado pelos pesquisadores, aquelas células estavam aptas a aprender e utilizar a memória tanto quanto células sem nenhum problema.

“Esse método pode ser aplicado em humanos se nós conseguirmos identificar o mesmo processo bioquímico. Nossos resultados sugerem uma nova estratégia para o tratamento de deficiências cognitivas. Os modelos matemáticos podem ajudar a desenvolver terapias que combinem os treinamentos e o tratamento com remédios”, afirma Byrne.

Veja também:

Médico explica como reforçar a memória

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