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Cientistas identificam osso que pode ter sido do rei Alfredo, da Inglaterra

Restos mortais estavam guardados há quinze anos em uma caixa sem identificação em um depósito em Winchester

Arqueólogos anunciaram nesta sexta-feira ter identificado restos mortais que podem pertencer a Alfredo, o Grande, monarca do século IX e um dos mais conhecidos da história inglesa. Os ossos estavam guardados há quinze anos em uma caixa sem identificação no depósito de um museu da cidade de Winchester, na Inglaterra.

No ano passado, após a descoberta do corpo desaparecido de Ricardo III, os arqueólogos resolveram procurar o esqueleto do antigo monarca conhecido por vitórias contra os vikings que invadiam o norte do país. Alfredo, o Grande, governou o reino de Wessex, entre 871 e 899. Winchester é a antiga capital do reino.

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Os pesquisadores exumaram os restos de um túmulo sem identificação na igreja de São Bartolomeu, na cidade, onde se acreditava estar enterrado o antigo rei. Mas as análises indicaram que os ossos datavam do ano 1300 e, por isso, não poderiam ser dele. As pesquisas levaram às caixas que haviam sido encontradas em 1999 e permaneciam sem serem estudadas. As datações com radiocarbono indicaram que um osso pélvico é do período entre os anos 895 e 1017 e que, provavelmente, pertence ao antigo monarca ou ao seu filho, Eduardo. Alfredo, o Grande, morreu em 899 e seu filho, em 924.

“É provável que seja um deles, eu não gostaria de dizer qual”, disse a arqueóloga Kate Tucker, da Universidade de Winchester, autora do estudo. “Trata-se de um osso que estava perto do altar maior. Até onde sabemos, pelas crônicas e arquivos, os únicos indivíduos que poderiam ser enterrados ali que batem com a idade e o momento no qual morreram são Alfredo e Eduardo.”

(Com Agência EFE e Reuters)