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Cientistas desenvolvem cápsula oral capaz de monitorar sinais vitais

Aparelho poderá ajudar a avaliar pacientes durante cirurgias ou sob uso de opioides

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 nov 2023, 15h03

O monitoramento de sinais vitais, como a respiração e os batimentos cardíacos, por um longo período pode ser incômodo, porque geralmente envolve estar preso a máquinas ou dispositivos ligados ao corpo. No futuro, no entanto, isso poderá ser diferente. Cientistas acabam de desenvolver um dispositivo do tamanho de uma cápsula que deve ser ingerido para monitorar o corpo de dentro para fora. 

Chamado de VM Pill, o dispositivo sem fio consegue identificar vibrações associadas à respiração e ao batimento cardíaco a partir do trato digestivo, gerando um sinal de alerta quando uma dessas atividades vitais é interrompida. A pílula poderá ajudar no monitoramento de pacientes durante cirurgias, sob uso de opioides ou que tem apneia do sono, por exemplo. 

“A ideia de usar um dispositivo ingerível é que um médico possa prescrever essas cápsulas, e tudo o que o paciente precisa fazer é engoli-las”, diz Benjamin Pless, coautor do artigo publicado no periódico Device e fundador da Celero Systems, desenvolvedora de dispositivos médicos, em comunicado. “As pessoas estão acostumadas a tomar comprimidos e os custos do uso de dispositivos ingeríveis são muito mais acessíveis do que a realização de procedimentos médicos tradicionais.”

ORAL - Monitoramento Remoto: dispositivo tem o tamanho de uma pílula
ORAL – Monitoramento Remoto: dispositivo tem o tamanho de uma pílula (WVU Rockefeller Neuroscience Institute/Divulgação)

O aparelho foi testado em porcos sob anestesia e em humanos com apneia do sono. A acurácia foi de 96% em comparação com monitores externos e os testes mostraram que o dispositivo é seguro. Aparelhos semelhantes também estão sendo usados para conduzir colonoscopias de maneira remota. 

A versão atual foi pensada para permanecer no corpo por cerca de um dia, sendo expelida pelos participantes do estudo após alguns dias. Modificações poderão fazer com que o dispositivo seja usado por mais tempo e, de acordo com os pesquisadores, espera-se que no futuro o aparelho possa administrar medicamentos quando identificada uma overdose, por exemplo.

Um outro trabalho, publicado na renomada Nature Medicine, nesta quinta-feira, 16, relata a criação de um dispositivo capaz de detectar os sons do corpo para monitorar crianças e adultos com condições respiratórias e intestinais. O aparelho poderá ser utilizado continuamente para avaliar capacidade respiratória e motilidade intestinal. 

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