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Cientistas descobrem o maior número primo – e ele tem mais de 22 milhões de dígitos

Número quebra recorde matemático de 2013 e é tão longo que levaria em torno de 127 dias para ser dito em voz alta

Cientistas anunciaram nesta semana a descoberta do novo maior número primo. Ele tem exatamente 22.338.618 dígitos, quebrando o recorde anterior, de 2013, em 5 milhões de dígitos. Para identificá-lo – já que levaria mais de quatro meses para ser lido em voz alta, estimando-se que um ser humano comum consegue dizer em torno de dois dígitos por segundo – os matemáticos o apelidaram M74207281.

Para encontrá-lo, um computador em um laboratório na University of Central Missouri, nos Estados Unidos, elevou o número 2 à potência de 74.207.281 e subtraiu 1. O resultado é divisível apenas por ele mesmo e por um – o que caracteriza um número primo (como 2, 3, 5 e 7).

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A busca pelo maior número – Curtis Cooper, o cientista responsável pela descoberta, faz parte do Great Internet Mersenne Prime Search (Gimps, na sigla em inglês), um projeto composto por milhares de voluntários que existe há duas décadas. O objetivo é descobrir tipos específicos de números primos – que são muito importantes para a linguagem computacional, como a criptografia. O computador relatou a descoberta do novo número em 17 de setembro, mas só foi checado pelo cientista em 7 de janeiro.

Sabe-se que a série de números primos é infinita. Contudo, a caçada por números primos cada vez maiores é um desafio para os matemáticos. Para descobri-lo, muitos cientistas se valem de um método gerador de um certo tipo de número primo conhecido como primo de Mersenne (o caso do Gimps), que equivale a 2 elevado à potência n, menos 1. Na prática, a substituição do “n” é capaz de ser descoberto por máquinas. Acredita-se que, por volta de 2025, deve ser encontrado o número primo com 1 bilhão de dígitos. Cooper recebeu 3.000 dólares por sua descoberta.

Esse é o 15º. número primo descoberto pelo Gimps – e o quarto encontrado por Cooper. De acordo com os cientistas, esse número é tão grande que ainda não foi encontrado um uso prático para ele. Enquanto isso, seus 22 milhões de dígitos fazem parte de cálculos que estimam quanto tempo levaria para ser dito ou escrito: mais de três meses se forem manuscritos e, se forem impressos, ocupariam em torno de 7.000 folhas de papel.

(Da redação)