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Cientistas descobrem fósseis da floresta mais antiga do planeta

Gilboa, localizada no Estado de Nova York, nos Estados Unidos, era mais diversificada do que os especialistas imaginavam

Cientistas americanos encontraram os fósseis da floresta considerada mais antiga do mundo, no Estado de Nova York, nos Estados Unidos. “É como descobrir o equivalente botânico de pegadas de dinossauros”, diz o Dr. William Stein, um dos autores da pesquisa, parceria entre as universidades Binghamton e Cardiff e o Museu Estadual de Nova York. Estima-se que a floresta tenha existido há 385 milhões de anos.

“A área recém-descoberta foi preservada de tal forma que fomos capazes, literalmente, de caminhar entre as árvores, observando de que tipo elas eram, onde estiveram e quanto tinham crescido”, conta Stein. Os cientistas estão agora juntando as descobertas para montar uma visão geral da antiga área, o que pode gerar novas respostas sobre o papel das florestas modernas e sobre o seu impacto nas mudanças climáticas.

A recente pesquisa, publicada na revista Nature, foi feita na mesma área – Condado de Schoharie – em que foram encontrados os fósseis das árvores mais antigas da Terra, os tocos Gilboa, nos anos 1850, 1920 e depois novamente em 2010. Por décadas, os especialistas não souberam como eram as árvores relacionadas a esses tocos. Mas outra pesquisa descobriu fósseis das árvores intactos em um local próximo em 2004 e em 2005.

Segundo os pesquisadores, a recente descoberta, agora da floresta inteira, fornece mais respostas para as questões que têm atormentado os cientistas há mais de um século, desde que os primeiros tocos Gilboa foram encontrados. Uma antiga teoria acreditava que a floresta Gilboa era um pântano, onde apenas um tipo de planta era capaz de se desenvolver. Mas o novo estudo mostrou que existiam três tipos diferentes de árvores, o grupo mais antigo da linhagem que levou às plantas modernas.

Desenho do que teria sido a floresta de Gilboa há 385 milhões de anos

Desenho do que teria sido a floresta de Gilboa há 385 milhões de anos (/)

A equipe acredita que o ambiente era úmido e de clima tropical. A floresta era densa e diversificada, com grandes árvores compostas por galhos compridos e sem folhas e por raízes que se espalhavam por todas as direções. Mas o mais importante sobre o local, segundo a equipe, é o impacto que ele causou no resto do planeta. Quando a floresta começou a surgir, há 385 milhões de anos, a Terra sofreu uma queda dramática em níveis globais de dióxido de carbono na atmosfera, levando a um período de glaciação. E as árvores desempenharam um importante papel nesse fenômeno.

“A complexidade de Gilboa pode nos ensinar muito sobre a montagem original de nossos ecossistemas modernos”, disse Para William Stein. “Essas pistas do passado poder oferecer valiosas lições para a gestão do futuro do nosso planeta.”

No vídeo abaixo (em inglês), os pesquisadores falam sobre a descoberta:

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