Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Cientistas aprimoram útero artificial para ajudar prematuros de 5 meses

Nova tecnologia, testada em ovelhas, poderia ser usada para contornar a principal causa de morte entre crianças de até 5 anos de idade

Pesquisadores da Universidade Tohoku, no Japão, desenvolveram um útero artificial capaz de manter vivos fetos de carneiros extremamente prematuros, que vieram ao mundo no que seria o equivalente a um feto humano no quinto mês de gestação. A descoberta, publicada no dia 25, na revista científica American Journal of Obstetrics & Gynecology, é um avanço de um experimento de 2017, realizado pelos mesmos cientistas e que conseguiu gestar um cordeiro em sua última semana pré-natal.

A ideia do útero artificial é manter o bebê em um ambiente muito parecido com o qual ele estaria durante a sua fase de desenvolvimento gestacional. “Com o aprimoramento da tecnologia, o que hoje pode ser considerado algo futurista, deve se tornar um padrão de cuidado muito em breve”, afirma o médico Matt Kemp, um dos líderes da pesquisa.

Veja também

Cerca de 15 milhões de bebês nascem prematuros a cada ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) . Espera-se que esse número aumente, trazendo mais crianças ao mundo antes de completarem 37 semanas de gestação.

As complicações do parto prematuro foram responsáveis ​​por quase um milhão de mortes em 2015, tornando-se a principal causa de morte entre crianças com menos de 5 anos de idade – após o nascimento antecipado, há risco de desenvolver doenças, insuficiência respiratória, cardíaca e neurológica, no início da infância. Em humanos, os tratamentos disponíveis atualmente reduziram o limite de sobrevivência para 23 semanas, mas têm um custo muito alto.

Além de uma elevada taxa de mortalidade, os pequenos pulmões e corações dos prematuros são mal equipados para suportar o trauma de métodos atuais de intubação, com uso de ventiladores e bombas artificiais. Espera-se que com o desenvolvimento de úteros artificiais esses problemas sejam superados.

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Paulo Bandarra

    Enquanto isto destruímos o planeta.

    Curtir