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Cientista diz ter criado o primeiro cérebro humano em laboratório

Se comprovado, o experimento que produziu a estrutura cerebral de um feto de cinco semanas pode ser a chave para o avanço de pesquisas de doenças como Alzheimer e Parkinson

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h02 - Publicado em 19 ago 2015, 17h59

Uma equipe de cientistas da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, afirma ter criado o primeiro cérebro humano “quase completo” em laboratório. De acordo com os pesquisadores, ele pode ser a chave para a compreensão de doenças neurológicas, como Alzheimer e Parkinson. O anúncio do experimento foi feito pelo neurocientista Rene Anand, durante um simpósio militar sobre pesquisas de saúde em Fort Lauderdale, na Flórida, na última terça-feira (18).

De acordo com Anand, o cérebro, que se assemelha ao de um feto humano de cinco semanas, possui o tamanho de um ervilha. Para construir a miniatura, a equipe diz ter transformado células adultas da pele em células-tronco pluripotentes induzidas (IPS), que têm grande capacidade de se transformar em qualquer tecido humano. Em laboratório, elas foram induzidas a desenvolver as diferentes células do cérebro e mesmo a medula espinhal.

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De acordo com Anand, o processo levou 12 semanas para ser concluído. A equipe, entretanto, não conseguiu construir uma rede de vasos sanguíneos para o “mini-cérebro” – para isso, seria necessário um coração artificial, que ajudaria as próximas etapas do desenvolvimento.

Cérebro de laboratório – Já houve outras tentativas de criar um cérebro “in vitro”. A mais recente, descrita em um artigo de 2013 na revista Nature, foi capaz de criar um modelo que se assemelhava ao cérebro de fetos humanos de nove semanas, mas faltavam células importantes. Segundo Anand, dessa vez o time de pesquisadores conseguiu reproduzir 99% das estruturas cerebrais, um processo complexo e difícil de ser reproduzido em laboratório.

Mesmo com tudo isso, o modelo, que seria o mais completo já desenvolvido pela ciência, não é consciente, ou seja, não “pensa”, e seria apenas uma plataforma para estudos e testes farmacológicos que não levantaria questões éticas.

Publicação – Em geral, os avanços científicos importantes são divulgados em publicações especializadas, após avaliações de comitês independentes. No entanto, o experimento da Universidade Estadual de Ohio ainda não foi descrito e publicado e, de acordo com Anand, isso aconteceu porque o processo para a criação do cérebro “in vitro” ainda não foi patenteado. Por isso, muitos especialistas da área têm dúvidas sobre o potencial do experimento e dizem não conseguir avaliar sua qualidade.

(Da redação)

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