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Chineses querem estudar Marte de maneira independente

Para conseguir seu objetivo, a China deverá desenvolver um sistema efetivo de controle remoto

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h55 - Publicado em 12 nov 2011, 02h19

A comunidade científica chinesa se mostrou disposta a estudar Marte de maneira independente após a decepção causada pelo fracasso do lançamento da sonda interplanetária russa Phobos-Grunt, na qual a China colaborava com o minisatélite Yinghuo-1.

Esta ideia, segundo informou neste sábado o jornal oficial ‘China Daily’, retoma o projeto criado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia chinês em 2007 para conseguir a tecnologia necessária para uma missão no Planeta Vermelho.

De acordo com Jiao Weixin, cientista da Universidade de Pequim, o fracasso da missão russa foi uma autêntica decepção, mas este fato pode acelerar os esforços do país para desenvolver sua capacidade de pesquisa independente’.

Para conseguir seu objetivo, a China deverá desenvolver um sistema efetivo de controle remoto assim como fabricar foguetes mais potentes que possam cobrir a distância entre a Terra e Marte, entre 55 milhões e 350 milhões de quilômetros, de acordo com suas órbitas.

O fracasso da sonda russa levou a comunidade científica chinesa a pedir ao Executivo que agilize os processos de aceitação dos projetos apresentados já que, segundo o plano atual, a tecnologia necessária demorará ainda cinco anos para ser desenvolvida.

O interesse dos cientistas de todo o mundo por Marte não é novo e já em 1971 a União Soviética posou um aparelho, o Mars-3, no solo deste planeta. Na atual corrida pela ‘conquista’ de Marte, além de Rússia e Estados Unidos, a China aparece com força após desenvolver sua indústria e tecnologia espacial de maneira notável nos últimos anos.

(Com agência EFE)

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