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Câmara dos Deputados aprova participação do país no Observatório Europeu do Sul

O projeto permite que o Brasil tenha acesso aos diversos radiotelescópios de última geração instalados no Atacama, no Chile

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira a adesão do Brasil ao Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), o maior consórcio de pesquisa astronômica existente no mundo, formado por 14 países da Europa. A adesão exigirá um investimento brasileiro de 270 milhões de euros – cerca de 945 milhões de reais – até 2021. Se ela for concretizada, a astronomia brasileira ganhará o maior projeto de sua história. O projeto de decreto legislativo segue para o Senado.

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O projeto permite que o Brasil tenha acesso aos diversos radiotelescópios de última geração construídos pelo consórcio e instalados no Atacama, no Chile – incluindo o megatelescópio European Extremely Large Telescope (E-ELT), que será o mair telescópio em solo do mundo, com conclusão prevista para 2021.

O acordo para a participação do Brasil foi firmado em 2010 entre o governo federal e a Organização Europeia para Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul, que é responsável pela administração do ESO. De acordo com o projeto de adesão, pelo menos 75% dos recursos investidos pelo Brasil devem ser revertidos em benefícios ao setor produtivo do país.

(Com Estadão Conteúdo)