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Brasileira está entre 100 finalistas de missão para colonizar Marte

Sandra da Silva ainda passará por uma última peneira para a seleção de 24 pessoas que vão ao planeta vermelho com passagem só de ida

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h06 - Publicado em 17 fev 2015, 15h48

Uma brasileira está entre os 100 finalistas de um processo seletivo que vai escolher 24 pessoas para colonizar Marte a partir de 2025. A lista de candidatos aprovados para a missão de viajar ao planeta vermelho com uma passagem só de ida foi divulgada na segunda-feira pela fundação privada Mars One, idealizadora do projeto.

Sandra da Silva, de 51 anos, é professora de administração e sistemas de informação da Faculdade Porto Velho, em Rondônia. Em sua apresentação no site da missão, ela descreve outras atividades às quais se dedica: é aquarista, escreve livros de ficção científica (tem cinco obras, das quais uma foi publicada) e desenvolve um clube de ciência com crianças em idade escolar.

Dentre os selecionados, há 39 pessoas do continente americano, 31 da Europa, dezesseis da Ásia, sete da África e sete da Oceania. Sandra é a única remanescente entre os 10 289 brasileiros que se inscreveram na primeira fase do projeto, aberta em 2013. Ao todo, mais de 200 000 pessoas de 140 países se candidataram. O maior grupo de interessados era dos Estados Unidos (24%), seguido por Índia (10%), China (6%) e Brasil (5%).

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Na primeira fase, os participantes fizeram inscrições online com informações sobre si, uma carta sobre sua motivação, currículo e um vídeo de um minuto explicando a razão do desejo de ir para Marte. Na primeira peneira ficaram 1 058 pessoas. Os aprovados precisaram, então, enviar um atestado médico e participar de uma entrevista em vídeo com a equipe do Mars One. Restaram 705 candidatos. Depois de mais rodadas de entrevistas, ficaram 100 voluntários. Na próxima fase, a quarta e última, os candidatos precisarão demonstrar habilidade para viver situações extremas e de trabalhar em conjunto.

Os 24 escolhidos serão divididos em seis grupos de quatro pessoas e farão a viagem de ida com dois anos de intervalo. As principais qualidades esperadas deles são “capacidade de adaptação, tenacidade, criatividade e compreensão dos outros”, segundo Norbert Kraft, diretor médico da empresa.

Reality show – Os quatro primeiros voluntários deverão pousar em Marte em 2023, após uma viagem de sete meses. Sua chegada e seus primeiros passos para montar uma colônia no planeta vermelho serão exibidos na forma de reality show. “Ao contrário da cobertura televisiva dos Jogos Olímpicos, a Mars One pretende manter o interesse da imprensa mundial de forma duradoura após a seleção dos astronautas, seu treinamento, lançamento e chegada a Marte”, diz o holandês Bas Lansdorp, um dos fundadores da Mars One.

Apesar do ceticismo com que o projeto foi recebido – até agora, as agências espaciais só conseguiram enviar sondas robóticas a Marte – o Mars One tem Gerard’t Hooft, holandês ganhador do Prêmio Nobel, como um de seus apoiadores.

(Da redação de VEJA.com)

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