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Austrália defende plano de extermínio de gatos em carta a Morrissey e Brigitte Bardot

O país planeja matar 2 milhões de gatos nos próximos cinco anos, uma “decisão dura”, mas essencial para “proteger espécies nativas”, de acordo com autoridades

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h01 - Publicado em 14 out 2015, 17h07

O governo australiano escreveu cartas à atriz francesa Brigitte Bardot e ao cantor inglês Morrissey para defender seu plano de matar 2 milhões de gatos nos próximos cinco anos. De acordo com Gregory Andrews, autoridade do governo australiano responsável pela proteção de espécies ameaçadas e autor das mensagens enviadas na última semana, os gatos são responsáveis pela extinção de pelo menos 27 mamíferos australianos e ameaçam outras 124 espécies. “Não queremos mais perder animais assim. É com esse sentimento que o governo australiano tomou essa posição em relação aos gatos; pela proteção de nossas espécies nativas”, diz o texto.

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Em julho, a Austrália declarou “guerra aos gatos”. Ao saber do projeto australiano, Bardot, conhecida pelo ativismo em favor dos animais, enviou uma mensagem ao ministro do Meio Ambiente do país, Greg Hunt, afirmando que o plano é um “escândalo” e que a Austrália está promovendo “genocídio animal”. De acordo com a atriz, “matar dois milhões de gatos em uma população estimada de 20 milhões é uma vergonha.”

No início de setembro, Morrissey, também protetor das causas animais, saiu em defesa dos bichanos em um comunicado divulgado em sites de música britânicos, afirmando que o plano é uma “idiotice” e que os gatos são “versões menores do leão Cecil“. O cantor atacou o governo australiano dizendo que é um “comitê de fazendeiros de ovelhas que tem zero interesse no bem estar ou respeito animal”.

Nas respostas formais e endereçadas aos artistas, a Austrália louva o comprometimento de Bardot e Morrissey pela defesa dos animais e explica como os gatos representam uma ameaça à vida silvestre. De acordo com estimativas, há cerca de 20 milhões de gatos selvagens na Austrália que matam por volta de cinco animais por dia. Os mais ameaçados pelos predadores são os pássaros, como periquitos e papagaios. Por isso, de acordo com o governo australiano, uma “guerra ao felinos” seria necessária para prevenir extinções futuras. “Salvar nossos animais da extinção depende de duras decisões”, diz o texto, que salienta que o objetivo é matar gatos selvagens, não os domésticos. Para isso, segundo Andrews, as autoridades estão trabalhando em conjunto com associações protetoras dos animais.

O plano é eliminar grande parte dos bichanos que vivem em bandos na rua e, para isso, o governo federal vai usar iscas com veneno e criou um aplicativo chamado FeralCatScan, para que os habitantes avisem as autoridades sobre regiões com grande número de gatos.

(Da redação)

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