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Atuns levaram radiação de Fukushima à costa americana

Nível de radioatividade não é prejudicial à saúde, afirmam cientistas

Atuns transportaram radiação da usina de Fukushima, no Japão, para a Califórnia, nos Estados Unidos. A análise mostra uma das consequências de longo prazo do terremoto seguido de tsunami que atingiu a costa japonesa em março de 2011. O estudo foi publicado no periódico PNAS nesta segunda-feira.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Pacific bluefin tuna transport Fukushima-derived radionuclides from Japan to California

Onde foi divulgada: revista PNAS

Quem fez: Daniel J. Madigan, Zofia Baumann e Nicholas S. Fisher

Instituição: Universidade Stanford, Universidade Stony Brook

Dados de amostragem: 15 atuns pescados na costa de San Diego, nos Estados Unidos

Resultado: Atuns pescados nos Estados Unidos em agosto de 2011, após o desastre de Fukushima, apresentaram níveis ligeiramente elevados de radiação. Os valores, contudo, não apresentam risco à saúde da população.

A equipe de Daniel Madiga, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, mediu os níveis de césio radioativo em 15 atuns pescados na costa de San Diego, na Califórnia, em agosto de 2011. O grupo descobriu que os peixes continham níveis ligeiramente elevados do elemento. Antes do desastre nuclear, exemplares da mesma espécie de peixe que migraram do Japão para a Califórnia apresentavam níveis indetectáveis de radiação.

Como o césio não era detectado na água do Oceano Pacífico ou na vida marinha antes do acidente em Fukushima, os autores acreditam que a radioatividade dos atuns deriva do desastre. Apesar disso, os autores afirmam que os níveis não apresentam riscos à saúde pública. Os níveis detectados agora estão abaixo do limite estabelecido pelo governo japonês.