Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Atividade solar no dia do nascimento pode afetar expectativa de vida, diz estudo

Segundo cientistas, pessoas nascidas em anos mais ativos da estrela vivem cerca de 5 anos a menos

Um novo estudo sugere que pelo menos uma estrela pode ser capaz de influenciar a vida das pessoas, o Sol. Pesquisadores noruegueses descobriram que a atividade solar no momento em que uma pessoa nasce pode afetar sua estimativa de vida.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Solar activity at birth predicted infant survival and women’s fertility in historical Norway

Onde foi divulgada: periódico Proceedings of the Royal Society B​

Quem fez: Gine Roll Skjærvø, Frode Fossøy, Eivin Røskaft

Instituição: Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia de Trondheim

Resultado: Os cientistas analisaram dados de pessoas nascidas ao longo de dois séculos e concluíram que aqueles que nascem durante os períodos em que o Sol está mais ativo morrem em média cinco anos antes do que as pessoas que nascem em períodos de baixa atividade

Os cientistas analisaram dados de pessoas nascidas ao longo de dois séculos e concluíram que aqueles que nascem durante os períodos em que o Sol está mais ativo morrem em média cinco anos antes do que as pessoas que nascem em períodos de baixa atividade.

O mecanismo exato de como essa influência acontece ainda não foi desvendado, mas já é sabido que a luz ultravioleta pode afetar o desenvolvimento de organismos vivos, suprimindo processos moleculares e celulares. Os efeitos dessa radiação na saúde e reprodução de animais aquáticos são bem conhecidos, mas ainda existem poucos estudos sobre os efeitos em humanos.

Na pesquisa, os cientistas analisaram dados demográficos de mais de 9 000 pessoas nascidas na Noruega entre 1676 e 1878, comparando os dados com evidências dos ciclos de radiação solar, compilados pela Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).

A atividade solar é medida pela quantidade de “pontos pretos” observados em sua superfície. Ela varia de acordo com um ciclo que dura cerca de 11 anos: dentro de cada um, há 8 anos de baixa atividade e 3 de alta.

Leia também:

Brasileiros descobrem estrela gêmea do Sol

Um terço dos pais erra ao aplicar protetor solar nos filhos

Riscos – Pessoas nascidas durante esses três anos apresentaram menos probabilidade de sobreviver até a vida adulta, com uma grande quantidade dessas mortes ocorrendo antes dos dois anos de idade. Além disso, as mulheres de baixa renda (que provavelmente passam mais tempo fora de casa, expostas ao Sol) nascidas desses períodos apresentaram taxas de fertilidade menores e menos filhos que sobreviveram até os 20 anos.

Os autores destacam que o estudo mostra uma correlação entre o Sol e a expectativa de vida, não necessariamente causa e consequência. Eles conseguiram eliminar da pesquisa quesitos como situação socioeconômica e fatores ecológicos, mas consideram impossível excluir todas as possibilidades.

De acordo com o portal LiveScience, os anos recentes com o máximo de atividade solar foram 1957, 1968, 1979, 1989, 2000 e 2013, enquanto os anos com o mínimo de atividade foram 1954, 1964, 1976, 1986, 1996 e 2008.

(Da redação de VEJA.com)