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Astrônomos captam ‘bolha fantasma’ no espaço

Imagens feitas pelo telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile, revelam a imagem mais nítida da nebulosa planetária Coruja do Sul, uma fase da evolução de estrelas com até oito vezes a massa do Sol

Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile, divulgaram nesta quarta-feira (5) a imagem de uma gigantesca “bolha fantasma” brilhando no espaço. A foto revela a ESO 378-1, que tem o apelido de Coruja do Sul, tem diâmetro de cerca de 4 anos-luz (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros) e está localizada na constelação de Hydra. Embora a captura da imagem seja um feito ímpar, o fenômeno nada tem de misterioso: trata-se de uma “nebulosa planetária”, estágio de evolução de estrelas com massa até oito vezes maior que a do Sol.

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“Evolução” estelar – Apesar de ser chamada de “planetária”, a nebulosa nada tem a ver com o planetas. O nome vem de sua descoberta no século XVIII, quando os astrônomos observaram que sua aparência era parecida com a dos planetas gigantes vistos pelos telescópios. Sua natureza só foi desvendada no século seguinte, com melhores tecnologias e análises mais detalhadas.

O fenômeno acontece com estrelas de até oito vezes a massa do Sol (estrelas com massa maior explodem em supernovas). Conforme o astro vai “morrendo”, seu núcleo emite intensa radiação. Quando a maior parte das camadas se desintegra, resta o núcleo estelar, que emite radiações ultravioletas e ioniza o gás cósmico que o rodeia. Por isso, ela brilha intensamente – e produz aquilo que ps astrônomos do ESO descreveram como o “fantasma de uma estrela”. O fenômeno dura algumas dezenas de milhares de anos – um piscar de olhos na vida desses corpos celestes, contada em bilhões de anos.

Esta é a melhor imagem já feita da nebulosa Coruja do Sul, captada pelo Very Large Telescope, do ESO. Junto com a foto, os astrônomos divulgaram também um vídeo que mostra sua localização:

(Da redação)