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As vacinas mais aprovadas no mundo, por número de países

Na corrida da imunização universal contra a Covid-19, a AstraZeneca tem o maior número de aprovações e, no momento, é a mais usada no Brasil

Por Sergio Figueiredo Atualizado em 19 set 2021, 16h51 - Publicado em 19 set 2021, 16h25

Até o momento, o Brasil concedeu autorização de uso em território nacional, em caráter emergencial ou não, de sete vacinas entre as 22 aprovadas hoje no mundo. Isso não significa, entretanto, que todos os laboratórios tenham entrado com pedido junto à Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Muitos imunizantes nem foram cogitados pelo governo brasileiro e alguns estão em uso em apenas um território. As vacinas líderes em aprovação, por número de nações, são Janssen, da Johnson & Johnson (65 países), Sputnik V, do laboratório russo Gamaleya (71 países), Moderna (72 países), Pfizer (99 países) e, encabeçando a lista, AstraZeneca/Oxford (121 países).

A Coronavac/Sinovac já foi aprovada para uso em 40 países enquanto a indiana Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech, que se encontra no centro da investigação da CPI da Covid-19 no Senado, foi liberada em 9 países. Segundo o site Vaccine Tracker, que monitora a produção no mundo todo, algumas vacinas têm aprovação para uso apenas em seu país de origem. É o caso da ZyCoV-D, do laboratório Zydus Cadila, restrita à Índia, e da Shifa Pharmed, desenvolvida no Irã.

A maioria das nações com campanha de imunização em andamento aprovou o uso de duas a seis vacinas, sendo exceção a Hungria e a Indonésia, com oito aprovações, o México com nove, e as Filipinas com dez. O Brasil aprovou sete marcas: AstraZeneca, Coronavac, Covishield, da Índia (da mesma formulação da Oxford/AstraZeneca), Janssen, Pfizer, Sinopharm e Sputnik V. Além disso, cinco outras, incluindo versões avançadas das já existentes, estariam em fase de teste clínico no país. Até o mês passado, a mais usada no Brasil era a AstraZeneca, com 52 milhões de doses aplicadas e 224 milhões encomendadas. A Coronavac vem em seguida com 44 milhões de doses aplicadas e 100 milhões encomendadas. A Pfizer tinha apenas 11 milhões de doses aplicadas, mas o número deve disparar, uma vez que houve encomenda de 200 milhões de doses, e parte desse volume já chegou ao país. Três milhões de doses da Janssen foram aplicadas e 38 milhões adicionais foram encomendadas. A Janssen tem a vantagem de ser dose única, o que faz cada aplicação valer por duas. Apesar de aprovadas, Covaxin e Sputnik V não seriam mais necessárias para cumprir o plano de imunização brasileiro de pessoas de 18 anos de idade ou mais, segundo declaração do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

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