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Arqueólogos encontram o primeiro híbrido de duas espécies de humanos

Pesquisadores acharam os restos de uma menina fruto de uma neandertal com um hominídeo de Denisova

Por Sabrina Brito - Atualizado em 4 set 2018, 19h02 - Publicado em 2 set 2018, 09h14

Pela primeira vez, arqueólogos encontraram evidências de um ser humano descendente de dois grupos, os neandertais e os hominídeos de Denisova. Os ossos foram achados por pesquisadores alemães, do Instituto de Antropologia Evolucionária do Max Planck, em uma caverna chamada Denisova, na Sibéria. Nesse mesmo local foram descobertos os restos de denisovanos dos quais se tem notícia.

Apelidada de “Denisova 11”, a menina a quem pertenciam os ossos tinha 13 anos e viveu há mais de 50.000 anos. Embora os primeiros testes de DNA tenham indicado que a garota era neandertal, pesquisas mais meticulosas apontaram uma relação genética com os hominídeos de Denisova. Com mais estudo, os cientistas perceberam que, a cada par de cromossomos, um vem apenas do neandertal e o outro dos denisovanos. A investigação revelou, assim, que a garota era filha de dois grupos distintos de seres humanos.

A descoberta indica que podem estar errados os trabalhos que mostravam que essas populações se separaram há quase 400. 000 anos, uma vez que a menina nasceu muito depois disso.

A novidade é tamanha que, segundo um dos líderes da pesquisa, a primeira impressão foi de que os testes estivessem errados. Apesar de já se especular que essas populações tivessem se relacionado, o DNA de Denisova 11 foi a primeira prova concreta a comprovar esse fato.

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A descoberta ainda serve como mais uma base para as teorias de que nós, os atuais humanos, somos na verdade fruto de uma mistura de espécies de nosso gênero. Por exemplo, desconfia-se que o Homo sapiens, a linha à qual pertencemos, tenha também se misturado com neandertais.

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