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Apesar de queda, aquecimento global continua acelerado, diz relatório

Novo relatório do IPCC mostra que as emissões de gases de efeito estufa atingiram os níveis mais altos da história

Por Da Redação 4 abr 2022, 15h04

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou um novo relatório nesta segunda-feira, 4, mostrando que as emissões de gases de efeito estufa atingiram os níveis mais altos da história. Isso significa, entre outras coisas, que é preciso acelerar rapidamente a transição de combustíveis fósseis para evitar mudanças climáticas extremas.

As promessas de redução das emissões de gases até agora são inadequadas para impedir que as temperaturas subam mais de 1,5°C – meta estabelecida pelo Acordo de Paris. Segundo o relatório, é preciso que as emissões líquidas sejam nulas para conter o aumento da temperatura. Cerca de 24 países baixaram as emissões de gás carbônico por mais de dez anos.

Para manter o aquecimento sob controle, diz o relatório, o consumo global de carvão, por exemplo, deve cair pelo menos 67% até 2030 e 95% até 2050, enquanto o uso de petróleo e gás também deve diminuir acentuadamente. Isso significaria aposentar e substituir usinas de combustível fóssil e outras instalações décadas antes do planejado e cancelar novas construções.

Se não houver um reforço de políticas, além das que foram sendo implementadas até o final de 2020, as emissões devem aumentar além de 2025. A situação causará um aquecimento global médio de 3,2 °C até 2100.

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Os cientistas argumentam que a série de novas políticas e leis melhorou a eficiência energética, reduziu as taxas de desmatamento e acelerou a implantação de energia renovável. Desde 2010, houve reduções sustentadas de até 85% nos custos de energia solar, eólica e baterias. Por isso, há oportunidades econômicas tanto para investidores quanto para empresas que desejam se beneficiar desses custos em queda e tecnologia aprimorada.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que o relatório do IPCC é uma longa enumeração de promessas climáticas não cumpridas. Guterres alertou sobre o caminho rápido para o desastre climático, com cidades debaixo d’água, ondas de calor extremo, tempestades aterrorizantes, falta de água generalizada e a extinção de 1 milhão de espécies de plantas e animais.

O chefe da ONU ressalta que se deve parar de incendiar o planeta e começar a investir na abundante energia verde ao redor do mundo. Para ele, a prioridade deve ser triplicar a velocidade da mudança para matrizes limpas.

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