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Aos três anos de idade já é possível saber se envelhecerá precocemente

Em um estudo duradouro, cientistas associaram fatores psicológicos e físicos à velocidade do andar na idade adulta, o que pode prever o envelhecimento

Por Sabrina Brito - 23 out 2019, 18h09

Segundo um estudo publicado no periódico científico JAMA Network Open, a velocidade na qual pessoas de aproximadamente 45 anos andam pode ser um bom indicador do envelhecimento de seus corpos e cérebros. Mais do que isso, a pesquisa indicou que quem caminha mais devagar costuma apresentar um envelhecimento acelerado, o qual resulta em uma maior fragilidade de seus pulmões, dentes e sistemas imunológicos.

O trabalho levou em conta dados levantados de 904 pessoas nascidas em um único ano na Nova Zelândia. Desde o nascimento, cientistas testaram esses indivíduos em relação aos seus QIs, tolerância à frustração, compreensão linguística, controle emocional e habilidades motoras, além de realizar alguns exames físicos, como ressonâncias magnéticas. De acordo com as conclusões finais do estudo, os resultados dos exames citados feitos aos 3 anos de idade podem prever a velocidade em que a pessoa andará aos 45.

Já era sabido que aqueles que caminham mais devagar aos setenta ou oitenta anos tendem a morrer antes, em comparação a suas contrapartes mais velozes. O que não se sabia, no entanto, é a estreita relação entre o andar e alguns fatores físicos e psicológicos já presentes na infância.

Os cientistas concluíram que indivíduos que andam lentamente tendem a ter um menor volume cerebral, quando comparados com os mais rápidos. Essas observações são comuns em cérebros mais velhos, revelando um tipo de envelhecimento precoce.

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Vale lembrar que algumas das diferenças analisadas pelos pesquisadores podem ser resultado de escolhas pessoais de estilo de vida de cada participante do estudo. Ainda assim, a pesquisa sugere que há no mínimo sinais no começo da vida que podem revelar se as pessoas andarão mais devagar no futuro — e, logo, talvez envelheça antes.

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