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Ano de 2014 é o mais quente já registrado, diz Nasa

A agência espacial americana e a Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos divulgaram nesta sexta-feira suas avaliações

O ano de 2014 foi o mais quente já registrado desde o início das medições, em 1880, divulgaram nesta sexta-feira, em duas análises distintas, a Nasa e a Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

“Este é o mais recente em uma série de anos quentes, de décadas quentes. Enquanto o ranking anual pode ser afetado por padrões climáticos caóticos, as tendências a longo prazo podem ser atribuídas à mudança climática”, afirmou Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais.

A constatação comprova a previsão feita em dezembro pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), da ONU. Com esse resultado, nove dos dez anos mais quentes de que se tem registro ocorreram neste século.

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Durante o ano, a temperatura média foi 0,69 grau Celsius acima da média do século XX, ultrapassando em 0,04 grau o recorde anterior de 2005 e 2010. O calor espalhou-se pelo globo, incluindo locais como a Rússia e o Alasca, a maior parte da Europa e o norte da África. De acordo com a NOAA, a temperatura global de dezembro também bateu o recorde, bem como a da superfície dos oceanos, que superou em 0,57 grau a média do século XX.

Ainda de acordo com a agência, a média anual de gelo oceânico no Ártico foi de aproximadamente 28 milhões de quilômetros quadrados, o sexto menor valor nos 36 anos de registro.

Brasil – Por aqui, segundo o relatório, recordes foram registradas em áreas do Rio Grande do Sul, do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, enquanto a maior parte do país teve temperaturas “bastante acima da média”.

Análise – “A elevação de 0,69 grau é alarmante e reforça as evidências das mudanças climáticas globais”, afirma Magda Lombardo, professora do curso de geografia da Unesp de Rio Claro. Ela compara esse número ao aumento da temperatura da cidade de Nova York ao longo de todo o século passado, calculado em uma pesquisa de sua autoria: 0,8 grau. “Isso em um século, ante 0,69 grau em um ano só.” Magda considera que o dado se deve também à degradação das matas e nascentes de rios.

(Da redação de VEJA.com)