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Amostras trazidas da Lua são encontradas após 40 anos

Parte do material coletado pelos astronautas da missão Apollo 11, em 1969, havia sido enviada a uma universidade e estava perdida desde então

Amostras do solo e rochas lunares trazidas pelos astronautas da missão Apolo 11, em 1969, foram encontradas em um laboratório da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, mais de 40 anos depois de terem sido perdidas. O anúncio foi feito pela própria instituição.

Roy Kaltschmidt/Berkeley Lab

Na foto, Karen Nelson mostra os frascos trazidos pelos astronautas da missão Apollo 11 e encontrados 40 anos depois

Na foto, Karen Nelson mostra os frascos trazidos pelos astronautas da missão Apollo 11 e encontrados 40 anos depois (/)

Karen Nelson mostra os frascos trazidos pelos astronautas da missão Apollo 11 e encontrados mais de 40 anos depois

Quando Neil Armstrong e Edwin Buzz Aldrin, astronautas da Apolo 11, retornaram à Terra, as amostras que eles coletaram na Lua foram distribuídas em frascos para cerca de 150 centros de pesquisas ao redor do mundo. O material deveria ser estudado e, em seguida, devolvido à Nasa. No entanto, depois de serem analisadas pelos pesquisadores do Laboratório de Ciências do Espaço, que pertence à Universidade da Califórnia em Berkeley, algumas amostras foram parar em um depósito e acabaram perdidas.

Segundo a universidade, as amostras foram encontradas no mês passado por Karen Nelson, que trabalha com os arquivos do laboratório, enquanto limpava objetos do acervo. Ela identificou vinte frascos com uma etiqueta escrita à mão e datada de 24 de julho de 1970. “Os frascos estavam selados a vácuo em um pote de vidro. Não sabemos como ou quando eles foram parar lá”, disse Karen em um comunicado divulgado pela universidade.

Segundo ela, junto ao material, havia uma cópia do Estudo de compostos de carbono nas amostras lunares trazidas na Apolo 11 e Apolo 12, um artigo que foi publicado nos Anais da Segunda Conferência Lunar, em 1971. Um dos autores desse estudo é Melvin Calvin, ganhador do Nobel de Química em 1961. Depois de encontrar as amostras, Karen Nelson comunicou o ocorrido ao laboratório e, depois, à Nasa, que pediu que as amostras fossem devolvidas.

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