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Agir de forma egoísta não garante resultados melhores, diz estudo

Segundo nova pesquisa, hostilidade e frieza não levam a cargos melhores ou carreiras mais bem-sucedidas

Por Sabrina Brito - 1 set 2020, 17h49

De acordo com uma nova pesquisa, publicada no último dia 31 no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences, ao contrário do que pode se pensar, agir de modo egoísta no âmbito profissional não leva a uma carreira de maior sucesso. O estudo foi feito com base no acompanhamento dos participantes e de seus empregos ao longo de 14 anos.

Os cientistas consideraram como “desagradáveis” indivíduos que possuíssem algumas das seguintes características: falta de abertura a novas experiências, pouca conscientização, hostilidade, frieza, conduta neurótica, entre outras. Segundo as conclusões dos pesquisadores, independentemente do contexto, nenhum tipo de desagradabilidade ou egoísmo resultou em vantagens profissionais — nem mesmo nas culturas organizacionais mais extremas.

Isso não significa, é claro, que indivíduos egoístas não chegam a posições de poder. O que o estudo aponta é que, de forma geral, eles não obtêm esses empregos mais rapidamente do que os demais. Ou seja, o comportamento individualista não traz impactos positivos no âmbito profissional.

De acordo com os coordenadores da pesquisa, isso indica que empresas colocam pessoas desagradáveis e pessoas generosas em cargos superiores com a mesma frequência, o que possibilita que os indivíduos menos fáceis de lidar, em suas posições de poder, causem dano à organização. Para eles, o estudo contesta a ideia de que é preciso ser hostil para ter sucesso — imagem que, segundo os cientistas, foi reforçada pelo comportamento incisivo de personalidades como Steve Jobs.

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