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Achado fóssil de réptil marinho pré-histórico com embrião em seu interior

Um fóssil de réptil marinho pré-histórico, com um embrião em seu interior, forneceu a primeira evidência de que os plessiossauros deram à luz suas crias, ao invés de pôr ovos, segundo estudo publicado esta quinta-feira nos Estados Unidos.

O fóssil de 78 milhões de anos pertence a um ‘Polycotylus latippinus’, uma combinação de serpente e tartaruga com quatro nadadeiras que está em exibição no Museu de História Natural de Los Angeles.

Os cientistas suspeitavam há algum tempo que estas enormes criaturas, que em alguma momento estiveram entre os principais predadores dos mares do mundo, não foram projetadas para andar na terra e pôr ovos, mas até agora não tinham provas para demonstrar o contrário.

“Este fóssil evidencia, pela primeira vez, a viviparidade (nr: ato de dar à luz crias vivas) em plessiossauros e finalmente resolve o mistério”, disse Robin O’Keefe, da Universidade de Marshall, em Huntington, Virgínia Ocidental (leste dos Estados Unidos), um dos autores do estudo.

O fóssil exposto, de 4,7 metros de comprimento, contém um esqueleto embrionário, que inclui pequenas costelas, 20 vértebras, ombros e ossos do quadril, segundo o estudo publicado na revista Science.

Outros tipos de répteis aquáticos da mesma época Mesozoica deram à luz seus filhotes ao invés de pôr ovos, um comportamento mais vinculado a um estilo de vida mais social, similar ao dos golfinhos, explicaram os especialistas.

“Muitos dos animais vivos hoje em dia, que dão à luz crias grandes e únicas, são sociais e mostram cuidados maternais”, acrescentou O’Keefe.

“Especulamos que os plessiossauros podem ter manifestado um comportamento similar, portanto, sua vida social era mais similar à dos golfinhos modernos do que a de outros répteis”, emendou.

O fóssil em exibição, que está praticamente completo, com exceção de partes do pescoço e do crânio do adulto, foi descoberto em 1987 por Charles Bonner, em um sítio do condado de Logan Bonner, no Kansas (centro).

A exposição deste espécime fóssil de mãe e filho foi montada sob a supervisão de O’Keefe e Luis Chiappe, outro dos autores do estudo e diretor do Instituto de Dinossauros do Museu de História Natural.