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A Terra tem um pequeno asteroide companheiro, que a precede em sua órbita

Por - Atualizado em 6 Maio 2016, 17h04 - Publicado em 28 jul 2011, 15h35

Um pequeno asteroide de 300 metros de diâmetro acompanha a Terra em seu movimento de evolução em torno do Sol, precedendo-a em sua órbita. Esta descoberta do primeiro asteroide “troiano” da Terra foi publicada nesta quinta-feira na revista científica britânica Nature.

Trata-se do asteroide 2010 TK7, que fica a cerca de 80 milhões de quilômetros da Terra, descoberto em órbita terrestre graças ao telescópio WISE (Wide-Field Infrared Survey Explorer) da Nasa.

Após Júpiter, Marte e Netuno, a Terra torna-se, também, o quarto planeta do sistema solar tendo como companhia pelo menos um asteroide “troiano”.

O termo serve para designar os asteroides posicionados na órbita de um planeta, num ponto de equilíbrio estável, chamado pontos de Lagrange, no caso o ponto 4 (L4) da órbita terrestre, 60 graus à frente do nosso planeta. Segue o planeta em seu movimento em torno do Sol, precedendo-o, segundo um ângulo bem definido.

O 2010 TK7, no entanto, não está exatamente no L4. As observações indicam que na verdade ele oscila a sua volta, fazendo com que também varie sua órbita para o ponto Lagrange 3 em períodos de cerca de 400 anos.

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“Como precede o movimento da Terra ou o segue, não entra nunca em colisão com ela”, destaca a Nasa em comunicado.

Nos próximos 100 anos, não deverá se aproximar a menos de 24 milhões de quilômetros da Terra, precisa a agência espacial americana.

Possui órbita “estável por pelo menos dez mil anos”, segundo Martin Connors (Universidade de Athabasca, Canadá) e outros astrônomos que confirmaram a descoberta, graças ao telescópio terrestre Canadá-França-Hawai.

Os cientistas achavam há tempos que a Terra deveria ter asteroides troianos, mas só agora constataram sua presença, difícil de ser observada, pois ficam, em geral, mergulhados na luz solar.

A detecção do asteroide 2010 TK7 foi facilitada porque estava numa “órbita incomum que o afastou bastante do Sol”, explicou Connors.

Os “troianos” foram identificados pela primeira vez ao redor de Júpiter e ficam próximos de um dos cinco pontos do espaço nos quais a força da gravidade de um planeta e a do Sol estão em equilíbrio, permitindo que tenham órbitas relativamente estáveis.

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