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2021 foi o quinto ano mais quente da história, diz estudo europeu

Levantamento mostra que as temperaturas médias globais no ano passado ficaram entre 1,1°C e 1,2°C acima dos níveis pré-industriais

Por Da Redação 10 jan 2022, 14h40

É oficial: 2021 foi o quinto ano mais quente entre os últimos sete, que são os mais quentes da história. O Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, divulgou nesta segunda-feira, 10, seus resultados anuais mostrando que as temperaturas médias globais no ano passado ficaram entre 1,1 °C e 1,2 °C acima dos níveis pré-industriais, patamares ligeiramente superiores aos de 2015 e 2018.

Os dados mostram recordes de temperatura em diferentes regiões do planeta. Além disso, o estudo aponta que a concentração de gases do efeito estufa na atmosfera continua aumentando, apesar das promessas dos governos de reduzir as emissões de carbono. O começo de 2021 teve temperaturas relativamente mais baixas do que nos anos recentes, mas países e regiões no Hemisfério Norte bateram recorde de calor durante o verão boreal, como os 48,8 ºC medidos na ilha italiana da Sicília, maior temperatura já registrada na Europa.

Já o Canadá viu cidades inteiras serem destruídas por incêndios florestais no meio do ano. “Esses eventos são um lembrete claro de que precisamos mudar de rumo e dar passos efetivos em direção a uma sociedade sustentável”, declarou o diretor do Copernicus, Carlo Buontempo em comunicado.

Ainda de acordo com o relatório, a concentração de dióxido de carbono, um dos principais gases causadores do efeito estufa, chegou ao valor recorde de 414,3 partes por milhão (ppm) em 2021, com pico de 416,1 ppm em abril. Já a concentração de metano, também responsável pelo aquecimento global, atingiu 1.876 ppm, índice sem precedentes na história – em comparação com o CO2, o metano é mais potente, porém dura menos tempo na atmosfera.

Durante a COP 26, em Glasgow, líderes mundiais se comprometeram em manter o aquecimento global neste século abaixo de 1,5 ºC em relação aos níveis pré-industriais, porém os dados mais recentes indicam que o tempo para cumprir essa meta está acabando.

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