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Zoológico descarta sacrificar tigre que atacou menino

Delegado avalia indiciar pai do garoto por lesão corporal grave. Guardas do zoológico também poderão responder a processo. Menino teve braço amputado

Por Andressa Lelli 1 ago 2014, 12h45

O tigre que atacou um menino de 11 anos nesta quarta-feira no Zoológico de Cascavel, no Paraná, não será sacrificado “em hipótese alguma”, afirmou ao site de VEJA o veterinário Valmor dos Passos, responsável técnico pelo animal. O garoto teve o braço dilarecado pelo animal. Levado ao hospital em estado grave, foi submetido a cirurgia e teve o braço amputado.

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De acordo com Passos, o tigre não apresentava comportamento anormal com funcionários do zoológico ou com visitantes. “Esse acidente só ocorreu porque o tigre é um animal selvagem e, ao ser instigado pelo menino, o viu como uma caça”, disse. O tigre Hu, de 3 anos e meio, foi transferido para uma cela anexa à jaula e permanece em observação. Com o tempo, ele voltará a ser exibido para os visitantes.

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Segundo nota da prefeitura de Cascavel o garoto ultrapassou a cerca de segurança e passou a correr em volta da jaula. A criança, então, colocou o braço entre as grades e acabou atacado. Visitantes do zoológico que estavam no local gravaram a cena. Ainda de acordo com a administração municipal, o pai da criança teria ignorado as placas de perigo e os apelos dos demais visitantes ao permitir que o filho brincasse tão perto do animal. Funcionários do zoológico disseram à prefeitura que o pai teria, inclusive, incentivado o menino a correr em volta da jaula.

O delegado responsável pelo caso, Denis Merino, afirmou que avalia a responsabilidade criminal do pai do menino no acidente – e pode indiciá-lo pelo crime de lesão corporal grave. Segundo o delegado, o pai afirmou em depoimento que não percebeu que o garoto se aproximava do tigre porque estava ocupado com o filho mais novo, de 3 anos. Testemunhas, contudo, contestam a informação. Ainda de acordo com Merino, os guardas do zoológico responsáveis pelo setor também poderão ser indiciados, caso se comprove que algum deles estivava no local e não tenha agido para impedir o acidente.

O veterinário disse acreditar que o pai não só sabia que o filho tentava interagir com o tigre, como planejou o contato do menido com os animais do zoológico. “Eles trouxeram ossinhos de frango de casa. Então, já vieram pensando em atiçar os animais”, disse. Em vídeos divulgados na internet, o menino aparece colocando o braço entre as grades para tentar passar a mão no tigre e, logo em seguida, corre em volta da jaula.

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