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Zelador de edifício presta depoimento à polícia

Feridos no desabamento de três edifícios no centro da cidade receberam alta. Mulher que passou por cirurgia plástica foi encaminhada a clínica particular

Por Leo Pinheiro, do Rio de Janeiro 26 jan 2012, 19h00

Todos os cinco feridos nos desabamentos nos três edifícios no Centro do Rio de Janeiro internadas no Hospital Souza Aguiar receberam alta nesta quinta-feira, menos de 24 horas após a tragédia. Antes de ser liberado, no entanto, o zelador do Edifício Colombo, Marcelo Antonio Moreira, de 50 anos, prestou esclarecimentos à Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar as responsabilidades dos desmoronamentos. Moreira deixou o hospital por volta das 18h30.

O irmão da vítima, André Moreira de Carvalho, afirmou que Marcelo ainda estava muito abalado e, por isso, sairia sem dar declarações. Segundo André, o zelador sofreu trauma no rosto, lesão ocular e precisou levar pontos na perna direita. Ele conta que a família soube do acidente pela televisão.

Quando o chefe de Moreira, conhecido como Rosalvo, telefonou para a casa da vítima e avisou que ele tinha sido removido com vida para o Souza Aguiar, a sensação foi de alívio. “Ficamos apreensivos e pensamos no pior. Minha mãe, que é idosa, foi a mais abalada”, disse ele sobre a aposentada Margarida Maria Moreira, de 73 anos.

Vítimas – O primeiro paciente a ser liberado foi o barman Francisco Rodrigues, de 37 anos, que deixou o hospital andando, nas primeiras horas da madrugada. Por volta das 9h30, foi a vez do ajudante de obras Alexandro dos Santos, de 31 anos, que ao sair da unidade hospitalar declarou ter “nascido de novo”. Na exata hora do acidente, Santos tinha subido para o 9° andar, para um escritório onde fazia reforma. Ele ouviu estrondos e ficou amedrontado, o que o fez entrar novamente no elevador. “Eu ouvi uns estalos, senti o prédio tremer e comecei a ver os rebocos despencarem. Voltei correndo para o elevador, que começou a cair. Essa foi a minha sorte. Fiquei preso entre o 3° e 4º andares, liguei para o meu compadre que estava na rua e pedi ajuda. Foi ele quem avisou os bombeiros”, explicou.

Por volta das 15h, a paciente em estado mais grave, Cristiane do Carmo, de 28 anos, foi liberada do Souza Aguiar e transferida de ambulância para um hospital particular no Rio Comprido, na zona norte da cidade. Ela passou por uma cirurgia plástica para reconstituir o couro cabeludo e passa bem. Cristiane teve alta médica e ficará de repouso apenas por mais alguns dias e deverá retornar para casa já no fim de semana.

Logo em seguida, por volta de 15h30, André Luiz da Silva, de 37 anos, que tinha sofrido traumatismo na região abdominal também foi liberado e saiu andando do hospital. Uma sexta vítima, uma mulher que trabalhava em um edifício vizinho aos prédios que desabaram, foi atingida por rebocos de cimento e foi removida para Hospital Getúlio Vargas, na Penha, na zona norte. A paciente também já recebeu alta.

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