Zanin vota para negar liberdade de ex-servidor do STJ investigado por venda de decisões
Primeira Turma do STF analisa recurso de suspeito de monitorar investigadores
O ministro Cristiano Zanin, do STF, votou para rejeitar um pedido de liberdade do ex-servidor do STJ Márcio José Toledo Pinto, investigado no esquema de venda de decisões.
Zanin já havia mantido a prisão preventiva de Toledo Pinto, mas a defesa recorreu. A Primeira Turma do STF começou a analisar nesta sexta-feira essa contestação.
Um dos motivos para a prisão foi a suspeita de que o ex-assessor monitorou investigadores. Ele alega, no entanto, que estava apenas averiguando se houve um uso irregular de um veículo seu apreendido pela PF.
A justificativa não convenceu Zanin, que questionou por que Toledo Pinto “não comunicou o suposto uso irregular do veículo às autoridades constituídas”.
O ministro destacou que a defesa não justificou outras ações dele, “como o afirmado ingresso em garagens de condomínios privados, por meio de expedientes artificiosos, acrescidos de registros fotográficos de agentes e familiares”.
“Essas circunstâncias, como assinalei, não eram necessárias para a fiscalização do uso do veículo apreendido, evidenciando um padrão que, em princípio, extrapola os limites de qualquer controle legítimo”, declarou Zanin.
O julgamento ocorre no plenário virtual e está previsto para durar até o dia 18 de agosto.







