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Witzel lamenta desabamento que deixou ao menos dois mortos no RJ

Outras duas pessoas também ficaram feridas e o número de vítimas sob os escombros ainda é desconhecido

O governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) lamentou, pelo Twitter, o desabamento de dois edifícios na comunidade da Muzema, zona oeste da capital fluminense, em que ao menos duas pessoas morreram na manhã desta sexta-feira (12). Outros três moradores ficaram feridos e as equipes no local trabalham com uma lista de 17 desaparecidos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada por volta das 6h45 e está no local atendendo a ocorrência. Os oficiais estão enfrentando dificuldades para chegar ao local do desabamento: em virtude das chuvas, as vias estão interrompidas por árvores caídas e as viaturas não conseguem atravessar.

Mais tarde, Witzel afirmou que a queda dos dois prédios em Muzema é “um retrato da falta de fiscalização por parte do município”. Segundo ele, não se pode culpar apenas a gestão atual. Afirmou ainda que esse tipo de fiscalização não cabe ao governo do estado. “Esse prédio que desabou é um retrato da falta de fiscalização por parte do município. O estado não tem poder de fiscalizar edificações. São edificações que tem que ser coibidas pelo município. Agora, se a área era uma área de milícia como está sendo dito, no nosso governo estamos combatendo todas as áreas de milícias”, disse.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), solidarizou-se às vítimas do desabamento pelo Twitter. Ele afirmou que “o momento é de auxílio a todas as famílias que sofreram com a tragédia e investigação das causas do acidente, para que outros não se repitam”.

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) também fez uma postagem no Twitter se solidarizando com o acontecimento. Para ela, a tragédia era “evitável”. A companheira de partido, deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) comentou o caso na mesma rede social. “Minha solidariedade às vítimas do desabamento no RJ”, escreveu.

As deputadas federais Talíria Petrone (PSL-RJ) e Maria do Rosário (PT-RS) também usaram as redes sociais para se manisfestarem sobre o desabamento. Petrone, ainda, ressaltou as ações das milícias no local. “Esse poder paralelo, com braços no Estado, só deixa a população mais vulnerável!”, escreveu.

Moradores participam das operações de buscas. Os dois prédios possuíam cerca de quatro andares e eram residenciais. “Foi um estrondo, muita correria e nevoeiro na rua. As pessoas estavam ou dormindo ou saindo para trabalhar quando aconteceu”, relatou a VEJA a estudante Suzany Leonel, de 19 anos.

Os prédios foram construídos em uma área de encosta e, de acordo com os próprios moradores, foram erguidos de forma informal. Fiscalizações da Prefeitura, dizem, são raras na região. Os dois edifícios que colapsaram abalaram as estruturas de um terceiro, vizinho a estes.

Chuvas

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), decretou estado de calamidade na quinta-feira 11 pelas chuvas que atingem a cidade nesta semana. O município registrou dez mortes em decorrência dos temporais e ultrapassou 50 horas ininterruptas em estágio de crise (o grau mais alto na escala de três níveis de periculosidade, por medição do Centro de Operações).

Caso o Ministério do Desenvolvimento Regional reconheça a situação da cidade, é esperada a facilitação na liberação de recursos para socorrer vítimas, reparar danos e adotar ações de prevenção em áreas de risco de desastre. O texto do decreto menciona as dificuldades financeiras da cidade para solicitar recursos federais.