Vorcaro nega corrupção de servidores do BC e se diz disposto a colaborar com investigações
Banqueiro prestou primeiro depoimento à PF desde março, quando foi preso pela segunda vez
O banqueiro Daniel Vorcaro negou, em depoimento prestado à Polícia Federal nesta sexta-feira, ter corrompido dois servidores do Banco Central, que são suspeitos de favorecerem o Banco Master em troca de propina.
Em nota, sua equipe de advogados afirmou que “restou demonstrado, em especial, que não houve qualquer ato de corrupção envolvendo os servidores mencionados na investigação em curso”.
O texto também afirma que Vorcaro demonstrou “plena disposição de prestar esclarecimentos mais amplos e aprofundados sobre os fatos, desde que lhe seja efetivamente assegurada a possibilidade de colaborar”.
Os advogados Daniel Bialski e Sérgio Leonardo ressaltaram na nota que essa foi a “primeira oportunidade de se manifestar diretamente sobre alguns dos fatos investigados e de responder aos questionamentos e insinuações que vêm sendo levantados a seu respeito”.
Esse foi o primeiro depoimento de Vorcaro à PF desde que foi preso pela segunda vez, em março deste ano. Também foi a primeira vez que ele falou com investigadores depois que teve duas propostas de delação premiada rejeitadas.
A suspeita de investigadores é de que dois servidores que ocuparam cargos de chefia no BC atuaram como “empregados” de Vorcaro.
Na época dos fatos investigados, Belline Santana era chefe do Departamento de Supervisão Bancária, enquanto Paulo Sérgio Neves de Souza era o chefe-adjunto. Depois, Souza chegou a ser diretor de Fiscalização do BC.
Os dois foram afastados de suas funções em março, pelo ministro André Mendonça, na mesma operação que prendeu Vorcaro pela segunda vez. Antes, os dois já haviam sido afastados administrativamente pelo próprio BC.







