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Violência no Brasil é a menor em 13 anos, mas 19 estados superam taxa nacional de homicídios

País teve 40.775 mortes violentas em 2025, segundo dados do Anuário de Segurança Pública publicados nesta quinta-feira

Por Bruno Caniato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jul 2026, 08h00 | Atualizado em 23 jul 2026, 08h14
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Em 2025, o Brasil registrou a menor taxa de mortes violentas intencionais dos últimos treze anos. O total de 40.775 vítimas equivale a uma média nacional de 19,1 casos por 100.000 habitantes, proporção mais baixa desde 2012, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta quinta-feira, 22.

O indicador de mortes violentas intencionais, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, é a soma dos casos de homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, além dos óbitos de policiais e suspeitos durante troca de tiros. Em relação a 2024, o número de vítimas caiu 7,7% em todo o país.

Os homicídios dolosos seguem como a mais frequente causa de mortes violentas no país, representando oito em cada dez vítimas. Entre todos os indicadores, apenas as mortes provocadas por intervenção policial cresceram entre 2024 e 2025, chegando a 16% de todos os óbitos ocorridos no ano passado.

Mortes violentas intencionais no Brasil em 2025 por tipo e variação ante 2024

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  • Homicídio doloso: 32.914 (-9,6%)
  • Latrocínio: 807 (-16,7%)
  • Lesão corporal seguida de morte: 659 (-15%)
  • Mortes decorrentes de intervenção policial: 6.602 (+6%)
  • Mortes de policiais (em serviço ou fora): 139 (-3,4%)

Também em 2025, o Brasil registrou 110 casos de suicídio de agentes da Polícia Civil e Polícia Militar da ativa. O total de vítimas caiu 12,7% ante 2024, quando foram 126 ocorrências.

Sete estados têm alta das mortes violentas e dezenove superam taxa nacional de homicídios

Na contramão da tendência nacional de queda, as mortes violentas intencionais cresceram em sete das 27 unidades da federação (UFs) em 2025: Rio Grande do Norte, Rondônia, Acre, Roraima, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

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Em relação aos homicídios dolosos, nada menos que dezenove UFs têm taxas superiores à média nacional (15,4 por 100.000 habitantes) — a lista inclui Rio de Janeiro, Espírito Santo, toda a região Norte e sete dos nove estados do Nordeste. São Paulo aparece com a menor taxa do país, fenômeno atribuído à intensa concentração populacional no estado, onde vivem mais de um quinto dos brasileiros.

Taxa de homicídios dolosos por 100.000 habitantes em 2025, por UF

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  • Ceará: 32,1
  • Pernambuco: 31,1
  • Alagoas: 29,0
  • Maranhão: 26,6
  • Bahia: 25,3
  • Rondônia: 25,1
  • Rio Grande do Norte: 24,4
  • Amapá: 24,2
  • Paraíba: 22,5
  • Pará: 20,0
  • Acre: 19,8
  • Espírito Santo: 19,3
  • Mato Grosso: 18,7
  • Roraima: 17,3
  • Rio de Janeiro: 17,1
  • Tocantins: 17,0
  • Amazonas: 16,8
  • Mato Grosso do Sul: 16,6
  • Piauí: 15,5
  • Brasil: 15,4
  • Sergipe: 13,2
  • Minas Gerais: 12,6
  • Goiás: 11,0
  • Paraná: 10,7
  • Rio Grande do Sul: 9,9
  • Distrito Federal: 8,4
  • Santa Catarina: 5,9
  • São Paulo: 5,5

A pesquisa traça, ainda, um alarmante cenário para a região Nordeste, onde estão situadas as dez cidades mais violentas do Brasil, cinco delas na Bahia e três no Ceará. Segundo o Fórum de Segurança Pública, os municípios são palco de sangrentas disputas territoriais entre facções do narcotráfico devido à proximidade a portos, aeroportos e rodovias federais estratégicas.

Cidades com maior taxa de mortes violentas por 100.000 habitantes, em 2025

  1. Maranguape (CE): 100,3
  2. Eunápolis (BA): 85,1
  3. Maracanaú (CE): 80,7
  4. Porto Seguro (BA): 71,2
  5. Simões Filho (BA): 68,1
  6. Jequié (BA): 67,4
  7. Caucaia (CE): 66,6
  8. Cabo de Santo Agostinho (PE): 65,1
  9. Santa Rita (PB): 60,9
  10. Juazeiro (BA): 55,8
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