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Vídeo: Pai de argentina acusada de racismo imita macaco pouco após filha voltar ao país

Mesma ação fez Agostina Páez virar ré por injúria racial no Rio de Janeiro

Por Luiza Zubelli, Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 abr 2026, 16h29 | Atualizado em 3 abr 2026, 17h08
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Menos de 24 horas após a advogada e influenciadora Agostina Páez, ré por injúria racial no Brasil, voltar à Argentina, seu pai foi gravado imitando um macaco. O empresário Mariano Páez estava na madrugada desta sexta-feira, 3, em um bar na província de Santiago del Estero, quando foi flagrado fazendo o gesto racista. Na ocasião, ele também disse que sente “asco pelo Estado”.

“Não vivo da política. Sou empresário, milionário e agiota. E narco…”, afirmou Mariano.

O vídeo foi divulgado por um site local e mostrou o homem no estabelecimento ao lado da companheira e rodeado de outras pessoas. Na gravação, ele balança os braços assim como um macaco. A mesma ação levou a filha, Agostina, a ser acusada de racismo em um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio, onde passava as férias. Em outro vídeo, o empresário diz que foi ele quem pagou a fiança de US$ 18 mil para a influenciadora responder ao processo em liberdade. Mariano negou ter recebido dinheiro público. 

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Retorno à Argentina

A advogada retornou a Buenos Aires na quarta-feira, 1°, após pagar uma caução equivalente a 60 salários mínimos (cerca de R$ 97 mil). Na véspera, ao depositar a quantia determinada pela Justiça do Rio de Janeiro, Páez retirou uma tornozeleira eletrônica que a monitorava. Ela continuará a responder pelo crime, ainda que no seu país de origem.

Ao chegar na capital argentina, a influenciadora afirmou a jornalistas que passou por um “calvário”, embora tenha reconhecido que está arrependida de “ter reagido desta maneira” no bar. Páez disse que não é racista e culpou a severidade das leis brasileiras, orientando a turistas que conheçam as normas do país antes de viajarem.

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Julgamento

O julgamento de Páez teve início no dia 24 de março. A defesa e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) concordaram que, se condenada, ela cumprirá a pena na Argentina. No Brasil, o crime de injúria racial é equiparado ao de racismo, com pena de prisão de 2 a 5 anos, além do pagamento de uma multa. Ela chegou a ser presa no dia 6 de fevereiro, mas liberada horas depois. Mais tarde, foi submetida a medidas cautelares como retenção de passaporte, uso de tornozeleira eletrônica e proibição de deixar o país.

Na terça-feira 31, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (T]-RJ) autorizou que Páez retornasse à Argentina sob o pagamento da caução. Além disso, a influencer deverá manter o endereço e contatos atualizados por meio de seu advogado para receber as intimações judiciais. O relator considerou que a ré é primária, tem profissão definida e colaborou no desenrolar do processo.

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Entenda o caso 

Segundo a denúncia, a turista se envolveu em uma discussão com o gerente do bar, motivada por um suposto erro no pagamento da conta, em 14 de janeiro. A vitima das ofensas, então, foi verificar as imagens de câmeras de segurança e solicitou que a mulher permanecesse no local até a situação ser resolvida. Os xingamentos racistas, então, começaram e foram gravados pelo funcionário.

A advogada chamou trabalhadores do bar de “negro” no sentido pejorativo e, mais tarde, ao deixar o local, falou “mono” (macaco, em espanhol). Um vídeo mostra o momento em que ela aparece, já na rua, imitando os sons e movimentos de um macaco, enquanto uma outra mulher tenta levá-la embora.

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