Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Vídeo: Líder do governo na Câmara é recebido em Fortaleza com vaias e ‘chuva’ de dinheiro

O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), foi recebido com vaias e até “chuva” de dinheiro em Fortaleza, nesta quinta-feira. Sob gritos de “fora cuecão, o seu dinheiro é da corrupção”, um grupo de manifestantes tentou abordar o parlamentar no aeroporto Pinto Martins – Guimarães ficou conhecido pelo escândalo do dólares na cueca, depois que seu assessor foi preso com 100.000 dólares escondidos na cueca. Uma mulher chegou a se colocar na frente do deputado enquanto ele caminhava e caiu no chão. Em nota, Guimarães chamou os manifestantes de “neofascistas”.

“Conforta-me saber que aqueles que me agridem são os mesmos que veneram defensores da ditadura militar e suas atrocidades. Não me deixarei abater por agressores sectários”, diz o texto. O parlamentar lamentou o ato e disse que esta “é mais uma passagem lamentável do atual momento da política brasileira, marcada pelo ódio, pela perseguição e pela intolerância às posições divergentes”, declarou o parlamentar no texto.

Ele relembrou “ataques” ao ministro Teori Zavaski e ao jornalista Juca Kfouri, que “atentam contra a democracia”. Recentemente, Kfouri foi alvo de agressões verbais perto de sua casa. Na residência de Zavaski foram penduradas faixas. “Enquanto alguns estavam no aeroporto para me agredir, milhares me esperavam na Praça do Dragão do Mar”, escreveu Guimarães. Ele finalizou o texto dizendo que “jamais se curvará”.

Em julho de 2005, o assessor de Guimarães, José Adalberto Vieira, foi preso no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com 100.000 dólares na cueca, além de outros 209.000 reais guardados em uma maleta. O funcionário viajaria para Fortaleza, berço eleitoral do petista. De acordo com o Ministério Público, o dinheiro era propina que Guimarães iria receber por intermediar um financiamento entre um consórcio de energia e o Banco do Nordeste do Brasil. A Justiça, porém, livrou o então vice-líder do governo na Câmara do processo em 2012, sob o argumento de que não havia elementos que ligassem o deputado ao dinheiro apreendido com o assessor.

(Com Estadão Conteúdo)