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Vice de Agnelo se exime de nomeação de filho fantasma

Tadeu Filipelli (PMDB) diz que herdeiro deve responder em caso de irregularidade. Bruno Filippelli alega que apenas excedeu período de férias na Câmara

O vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli (PMDB), emitiu nota se eximindo de responsabilidade sobre a nomeação de seu filho, Bruno Filippelli, como funcionário-fantasma no gabinete do deputado federal Pedro Chaves (PMDB-GO). O site de VEJA mostrou como o herdeiro do vice-governador embolsa quase 10 000 reais por mês dos cofres públicos mas dá expediente na empresa da qual é sócio, a Aerochannel.

Na nota, Filippelli confirma que Bruno é, ao mesmo tempo, um dos comandantes da companhia e funcionário cedido à Câmara pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. E fala em eventuais irregularidades: “Na condição de pai, exijo sempre dos meus filhos que ajam da mesma forma, com responsabilidade e transparência, não só na vida pública como na vida privada. E, em caso de alguma comprovada irregularidade, que respondam legal e civilmente pelos seus atos, como qualquer cidadão”, diz o texto do peemedebista.

Bruno também emitiu uma nota nesta segunda-feira: afirmou que, apesar de se dividir entre a função de empresário e a de assessor parlamentar, não é funcionário-fantasma. Ele reconheceu, entretanto, que se excedeu em seu último período de férias – que deveria ter se encerrado em 22 de junho, mas prosseguiu, até agora, por dez dias. “Assumo a responsabilidade do meu ato ficando sujeito às sanções previstas pelo regimento interno da Câmara”, disse Bruno na nota.

Bruno, que se casou em um castelo nas imediações de Roma há cerca de um mês, obteve três períodos de férias desde dezembro – embora tenha assumido o posto na Câmara em fevereiro do ano passado. Ao todo, o filho do vice-governador teve direito a 64 dias de férias – sem contar os excedentes.

Denúncia – A reportagem publicada pelo site de VEJA nesta segunda-feira mostrou como, apesar de receber cerca de 10 000 reais por mês, Bruno Filippelli não aparece no gabinete e, em vez disso, dá expediente na Aerochannel. O gabinete do deputado Pedro Chaves informou ao site de VEJA que Bruno presta “serviços externos”.