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Vereadora que forjou sequestro continua presa no Paraná

Polícia espera que a saúde de Ana Maria Holleben se reestabeleça para que ela dê depoimento; advogado já entrou com pedido de liberdade provisória

Por Leticia Cislinschi 4 jan 2013, 09h47

A vereadora que forjou o próprio sequestro em Ponta Grossa, no Paraná, deixou o Hospital Regional onde estava internada com um quadro de desidratação nesta quinta-feira à noite e foi encaminhada à delegacia onde segue presa até prestar depoimento, ainda sem hora para acontecer.

Ana Maria Holleben (PT), de 60 anos, deveria ter dado sua versão dos fatos ainda nesta quinta-feira, mas estava sob efeito de medicamentos quando chegou à delegacia e não conseguiu depor. Pablo Milanese, um dos advogados da vereadora, aguarda resposta da Justiça de Ponta Grossa sobre um pedido de liberdade provisória, que permite que Ana Maria responda o processo em liberdade.

A parlamentar foi presa em flagrante. O motivo do falso sequestro seria evitar sua participação na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. Segundo a polícia, o grupo político da petista disputava a direção da Casa, e Ana Maria não queria seguir a orientação do partido na votação. Então, inventou o sequestro.

Segundo o delegado responsável, a vereadora, seu motorista, seu assessor, junto com sua esposa e outro parente que participaram do falso sequestro serão indiciados por falsa comunicação de crime, fraude processual e formação de quadrilha. O assessor, sua esposa e seu parente já prestaram depoimento e seguem detidos.

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