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Vazamento está controlado, assegura diretora da ANP

Por Equipe AE

São Paulo (AE) – Desde o dia nove de novembro há uma equipe da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) dedicada ao monitoramento do vazamento de petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, em operação realizada pela Chevron, explicou Magda Chambriard, diretora da agência, em entrevista no Palácio do Planalto.

Essa equipe tem mantido contato diário com a Chevron e participado de ações conjuntas com pessoal do Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Marinha, em ações como as observação visual direta por satélite, além de acompanhamento de imagens de filmes submarinos para verificar o controle do acidente.

“Podemos dizer que o que tínhamos no dia 11 é uma situação completamente diferente da que temos hoje. Hoje temos uma situação muito mais controlada. Temos alguma informação de vazamento, mais especificamente em um ponto, em fluxo contínuo, mas a situação é completamente diferente”, afirmou Magda. Apesar desse avanço, a diretora classificou o acidente como “indesejável e intolerável para o Brasil”, lembrando que o País tem uma “jornada muito audaciosa, que é o pré-sal na próxima década.

O diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, disse que não há, ainda, qualquer determinação de proibir a atuação da Chevron no Brasil. “A Chevron tem a concessão do Campo de Frade. Se ela tem a concessão, pode atingir o pré-sal”, afirmou, ressaltando que é necessário que a empresa tenha um projeto específico aprovado pela ANP. Mas a empresa ainda não tem um projeto aprovado para operar no pré-sal, destacou o diretor. “Decisão de proibir a empresa de atuar no Brasil não foi examinada, por enquanto. O que vamos examinar é se ela pode atingir o pré-sal a partir de Frade. Ela incorreu em erro sério, que pode prejudicar essa intenção”, afirmou.