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Vazamento de óleo pode ter causado explosão de galeria pluvial

Um homem morreu e dois ficaram feridos no acidente. Os três trabalhavam na empresa Triunfo Logística, que arrenda o espaço onde ocorreu a explosão

Na galeria de águas pluviais onde houve uma explosão por volta das 10 horas desta segunda-feira, no Cais do Porto, região central do Rio de Janeiro, foi encontrado óleo. Um técnico do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) está periciando o local. Ele detectou uma quantidade significativa de óleo na galeria. Não houve vazamento para a Baía de Guanabara porque, logo depois do acidente, foi instalada uma barreira de contenção. No acidente, uma pessoa morreu e duas ficaram feridas. Todos eram funcionários da empresa Triunfo Logística, que opera no porto.

Os três faziam manutenção com solda quando houve a explosão. De acordo com a companhia Docas, administradora do porto do Rio, logo em seguida o bueiro começou a exalar um forte cheiro de óleo. Paulo Bento Pereira, de 52 anos, e Carlos Ribeiro, de 53, ficaram feridos. Eles foram levados para o hospital Souza Aguiar, no centro, e não correm risco de morrer. Paulo chegou ao hospital com fratura exposta no braço e queimadura superficial no rosto. Carlos estava com o braço imobilizado.

O presidente da Docas, Jorge Mello, disse pela manhã que uma das hipóteses para a explosão era a mistura do óleo com a fagulha saída dos equipamentos dos funcionários, que estavam perto da galeria. Na noite de domingo, foram levados derivados de petróleo para a Refinaria de Manguinhos através de um duto que liga o Píer Mauá a Manguinhos. Apesar de também ficar na zona portuária, o duto não passa pelo local do acidente. Mas ainda assim a possibilidade de ter havido algum vazamento que afetou a galeria não está descartada. “Pode ser que a tubulação tenha rompido e o óleo tenha vindo pela galeria até chegar na galeria pluvial” disse Mello.

“Tem muito óleo dentro da galeria. Ele (Paulo Bento Pereira) estava fazendo um trabalho de solda. Com certeza gerou fagulha suficiente para ocorrer a explosão”, disse o presidente. Segundo o próprio Mello, não deveria existir óleo na galeria. Ele reforçou o que as empresas Light, de energia, e CEG, de distribuição de gás, se apressaram para deixar claro. Não há indícios de que as duas sejam culpadas nesse caso. No ano passado, o Rio de Janeiro virou um campo minado com a explosão em série de bueiros.

A área perto do acidente foi isolada até que a perícia feita pelo Inea, acompanhada de técnicos da Defesa Civil, da Docas, da Triunfo e de policiais civis, identifique a causa do acidente. Veículos foram retirados e as operações nas imediações do Armazém 30, no porto, suspensas até que o vazamento seja estancado.

A Triunfo presta serviço para várias companhias, entre elas a Petrobras. Em nota, a empresa lamentou a morte de Rafael e informou que vai providenciar as transferências dos dois feridos para um hospital especializado.

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