Clique e assine com 88% de desconto

Vândalos invadem casa durante carnaval na Vila Madalena

Reportagem flagrou o momento em que um grupo arrombou a porta de uma residência vazia na rua Fidalga. Traficantes também vendiam drogas livremente

Por Eduardo Gonçalves - 18 fev 2015, 03h41

Era por volta de 00h30 desta quarta-feira quando um grupo de sete homens invadiu uma casa vazia na Rua Fidalga, na Vila Madalena. Àquele horário, o tradicional carnaval de rua do bairro boêmio já havia se transformado em ‘pancadão’ – diversos grupos de foliões se concentravam em volta de porta-malas abertos tocando funk em som alto. Com uma placa de “alugo” pendurada na varanda, a residência número 282 teve a porta arrombada pelos vândalos e as paredes da parte interna foram cobertas de urina – não havia nenhum objeto dentro do domicílio que pudesse ser roubado. Reportagem do site de VEJA presenciou o momento da invasão e novamente flagrou traficantes vendendo drogas livremente na Vila Madalena. “Olha o lança. Olha o doce”, anunciavam os criminosos em voz alta, enquanto circulavam entre a multidão.

Leia mais:

Tumulto na Vila Madalena termina com quatro feridos

Sem bloco, Vila Madalena tem ‘pancadão’ e drogas

Publicidade
Casa invadida por vândalos na Vila Madalena
Casa invadida por vândalos na Vila Madalena VEJA

O caso ocorreu um dia depois de foliões entrarem em confronto com a Polícia Militar na madrugada desta terça. Na ocasião, homens embriagados jogaram garrafas para cima dos policiais, que reagiram com bombas de efeito moral – quatro pessoas ficaram feridas, entre elas um policial e um gari. Na madrugada desta quarta-feira, entretanto, a operação de dispersão na Vila Madalena ocorreu sem incidentes. Com o apoio da Força Tática da PM, cerca de cem policiais fizeram uma espécie de cordão de isolamento e caminharam em direção à aglomeração de gente para esvaziar a região. Conforme foi acertado pela prefeitura em um acordo com os moradores do bairro, as festividades deveriam se encerrar até a 1 hora da manhã. Além do forte efetivo policial, nove caminhões de água de reuso da Sabesp, dois caminhões de lixo e cerca de cinquenta garis fizeram a limpeza do local. Mesmo após a dispersão, ainda era possível ver pequenos grupos isolados em alguns pontos da região.

Morador e dono de uma padaria no bairro, Sérgio Lousa afirmou que o carnaval deste ano foi “muito pior” do que os anteriores. “Foi igual à Copa do Mundo. Para o bairro, foi muito ruim”, disse Lousa, referindo-se ao episódio em que torcedores, sobretudo argentinos, entraram em conflito com a Polícia Militar, em julho do ano passado. Procurada, a Polícia Militar não quis informar quantas pessoas estavam na Vila Madalena na hora da dispersão nem a quantidade de policiais destacados para realizar a operação.

Polícia Militar realizou operação para dispersar os foliões na Vila Madalena
Polícia Militar realizou operação para dispersar os foliões na Vila Madalena VEJA
Publicidade