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Usuários de crack atravessam via expressa para fugir no Rio de Janeiro

Ação em cracolândia termina com correria de adultos e adolescentes pela Avenida Brasil

Por Da Redação 7 nov 2012, 12h04

A zona norte do Rio de Janeiro teve, na manhã desta quarta-feira, mais uma demonstração do poder de degradação do crack. Em uma operação para recolher moradores de rua, na favela Parque União, a chegada das equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) provocou correria e fuga de usuários da droga em meio aos carros que passavam em alta velocidade pela Avenida Brasil – uma das principais vias expressas de acesso ao centro da cidade.

A ação resultou no acolhimento de 50 pessoas, entre elas três adolescentes. A secretaria informou que participaram da ação 21 profissionais, entre psicólogos, assistentes sociais e educadores. Devido ao risco para as equipes e para os menores de idade que costuma estar nesses locais, foram chamados policiais do 22º BPM e da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) e da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Os recolhidos serão encaminhados para atendimento na rede do município. Os menores de idade diagnosticados como dependentes de crack, caso não tenham pais ou responsáveis identificados, podem ser encaminhados para internação compulsória.

Desde a ocupação da maior cracolândia do Rio, na região de Manguinhos, formaram-se novas aglomerações de usuários de crack em pontos principalmente da zona norte. O problema é agravado pela deficiência da rede pública de atendimento a dependentes químicos. O município não tem vagas para internação de adultos. Já o estado, que tinha 300 vagas em dois abrigos, tenta no momento criar uma nova estrutura, pois os contratos com os abrigos terminou sem que houvesse renovação.

O prefeito Eduardo Paes recebeu, em Brasília, apoio do ministro Alexandre Padilha, da Saúde, para criar um sistema de internação compulsória também de adultos.

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