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UPP da Mangueira será inaugurada no dia 3

Governador do Rio, Sérgio Cabral, fez anúncio durante a formação de 497 novos policiais militares. Alemão permanece ocupado por militares do Exército

Por Da Redação - 27 out 2011, 11h08

Será inaugurada na favela da Mangueira, na zona norte do Rio, na próxima quinta-feira, 3 de novembro, uma nova Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O governador Sérgio Cabral fez o anúncio na manhã desta quinta-feira, durante a cerimônia de formação de 497 novos policiais militares. Esta será a 18ª unidade desse tipo no estado.

Famosa pelo samba, a Mangueira ficou também conhecida pelos episódios assustadores da guerra do tráfico. Aos pés do morro, eram incendiados ônibus e as ruas da zona norte eram transformadas em praça de guerra. Na semana passada, foi preso no Paraguai um dos chefões do tráfico daquele local, o traficante Alexander Mendes da Silva, o Polegar, que está detido no Rio mas deve ser transferido, por determinação da Justiça, para um presídio federal em Rondônia.

Há relação direta entre a formação de novos policiais e a criação de UPPs. O projeto liderado pelo secretário de Segurança José Mariano Beltrame prevê que as unidades, instaladas em favelas retomadas pelo poder público, depois de anos dominadas por traficantes, sejam formadas majoritariamente por policiais novos e, acredita-se, sem os vícios da “velha PM” – entre eles a promiscuidade com o tráfico de drogas, a corrupção e a cultura de confronto. O PM, por definição de Beltrame, deve ser cada vez mais prestador de serviço para a comunidade, não um guerreiro.

Sérgio Cabral na formatura de 497 novos policiais militares
Sérgio Cabral na formatura de 497 novos policiais militares VEJA

No momento, a pedra no sapato da pacificação é o Complexo do Alemão, com seus 80 mil moradores. Desde novembro do ano passado, a região está sob responsabilidade do Exército, que lidera a força de pacificação. É uma ação ilegal: naquele local, integrantes das Forças Armadas fazem papel de polícia, algo que, pela Constituição, só é possível a partir da decretação de intervenção federal.

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Mais policiais – O Exército serve, no Alemão, para suprir a falta de policiais para essa função. Como não estava prevista para aquele momento, a ocupação dos complexos do Alemão e da Penha deixou o governo do estado em uma sinuca: não poderia mais sair, mas não tinha pessoal para ocupar.

Na segunda-feira, na assinatura do acordo que prevê a manutenção do Exército até junho de 2012 no Alemão, o ministro da Defesa, Celso Amorim, negou que os militares não tenham preparo para aquela tarefa. Mas admitiu que permanecer períodos tão longos em favelas não é função do Exército.

Na manhã desta quinta-feira, o governador Sérgio Cabral anunciou também uma medida para tentar reforçar o policiamento das ruas. Não é algo novo, nem há sinais de que tenha dado certo nas outras vezes em que foi implementada: a transferência de PMS de funções administrativas para ações de patrulhamento.

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