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Uma pessoa morre e nove ficam feridas em queda de avião na Bahia

Bimotor Cessna 550 fabricado em 1981 pertence ao banqueiro José João Abdalla Filho. Segundo deputado, passageiros são da família do deputado Guilherme Mussi

Por Redação - Atualizado em 14 nov 2019, 19h18 - Publicado em 14 nov 2019, 18h49

Um avião bimotor Cessna 550 caiu na tarde desta quinta-feira, 14, quando tentava pousar na pista de um resort de luxo localizado na praia de Barra Grande, em Maraú, no sul da Bahia. Uma passageira morreu e outros nove ficaram feridos, alguns em estado grave, incluindo uma criança. As vítimas, que não tiveram nomes divulgados, foram levadas ao posto de saúde do distrito de Barra Grande e depois transferidas ao Hospital Geral do Estado, em Salvador.

Segundo a prefeitura de Maraú, a aeronave pegou fogo – ainda não se sabe se devido a algum problema que pode ter causado a queda ou se em função do choque com o solo, ocorrido por volta das 14h.

Conforme a secretária de Saúde de Maraú, Juliana Lemos, a mulher morreu carbonizada e era mãe da criança ferida, que ficou com 90% do corpo queimado, assim como o pai. Eles são os feridos em estado mais grave, de acordo com a secretária. Ainda segundo Juliana, os corpos das outras vítimas têm queimaduras em 30% a 40%.

Em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, o deputado estadual de São Paulo Delegado Olim (PP) informou que os passageiros do avião são da família do deputado federal licenciado Guilherme Mussi (SP), presidente do PP em São Paulo.

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“Eles têm uma fazenda lá em Maraú, essa pista é da família. Foi descer o avião e pegou fogo. O irmão dele estava com a esposa, a moça que morreu é irmã da mulher dele [do irmão de Mussi], tem uma criança também. Eles estavam em oito no avião. O irmão dele conseguiu falar com o pai dele, que está fora do Brasil, está todo mundo meio em estado grave no hospital. Até está mandando um avião UTI para a Bahia para ver se vão transferir alguém pra cá”, relatou Olim.

O bimotor pertence ao banqueiro José João Abdalla Filho, conhecido como Juca Abdalla, dono do Banco Clássico e um dos homens mais ricos do Brasil. A reportagem entrou em contato com o banco, que não forneceu nenhuma informação sobre a aeronave ou sobre o paradeiro do proprietário.

De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o bimotor prefixo PT-LTJ, registrado em nome de Abdalla, foi fabricado em 1981, adquirido em agosto de 2015, e estava com o certificado de aeronavegabilidade em situação regular. Registrado para realizar serviços aéreos privados, o bimotor não pode ser utilizado como táxi-aéreo comercial.

(com Agência Brasil)

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