Um em cada dez eleitores acredita que Lula foi substituído por um clone
Menos de 60% dos entrevistados têm certeza de que o presidente não morreu e foi trocado por sósia, indica pesquisa Meio/Ideia
A política brasileira, com alguma frequência, oferece episódios que parecem coisa de cinema. Algumas teorias, no entanto, acabam por extrapolar completamente os limites do absurdo. Exemplo disso são os 12,5% dos eleitores que acreditam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva morreu e foi substituído por um clone, como indica uma pesquisa Meio/Ideia publicada nesta quarta-feira, 5.
Questionados se Lula teria sido trocado por um clone ou sósia, menos de 60% dos entrevistados afirmaram sem ressalvas que a tese é falsa. Considerando os participantes que não souberam responder à pergunta, chega a 41% a parcela do eleitorado aberta à possibilidade de que o atual presidente seria um simulacro do “verdadeiro” petista.
Lula foi substituído por um clone ou sósia?
- Acredito que isso seja verdade: 12,5%
- Não acredito que isso seja verdade: 58,9%
- Não sabe/não respondeu: 28,5%
Presidente já fez piada com sua suposta substituição: ‘Sou o quinto Lula’
Por mais surreal que pareça, a pergunta feita pelos pesquisadores não surge por acaso. Em fóruns obscuros da internet, a tese de que Lula teria morrido em razão de problemas de saúde circula, ao menos, desde a campanha presidencial de 2022, segundo a agência de checagem Aos Fatos — ocasionalmente, o conteúdo “vaza” para canais mais populares e viraliza nas redes sociais.
O próprio Lula já fez, publicamente, piadas sobre a teoria da conspiração. Em agosto do ano passado, enquanto discursava em Sorocaba (SP), o presidente criticou as mentiras que circulam pela web e citou um vídeo em que ele aparece correndo mais rápido do que, supostamente, sua idade permitiria. “Já sou o quinto Lula”, brincou. Deus queira que eu seja o sétimo, oitavo ou décimo Lula, porque eu quero viver até os 120 anos.”
A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 1.500 eleitores em todo o Brasil entre os dias 31 de julho e 3 de agosto de 2026. A margem de erro é estimada em 2,5 pontos percentuais (pp), para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado junto à Justiça Eleitoral sob o código BR-04579/2026.







