Clique e assine a partir de 8,90/mês

Trudeau promete “justiça” a vítimas canadenses de avião derrubado no Irã

'Continuaremos a trabalhar com nossos parceiros para garantir uma investigação transparente e exaustiva', disse o primeiro-ministro

Por Da Redação - 12 jan 2020, 22h12

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, prometeu, neste domingo 12, buscar ‘justiça’ pelos canadenses mortos na queda de um avião que decolava de Bagdá, capital do Iraque, na noite de quarta-feira 8, em uma cerimônia de homenagem na cidade de Edmonton, no Oeste do país. “Não vamos parar até que a justiça seja feita”, afirmou Trudeau. “Vocês devem se sentir insuportavelmente sozinhos, mas vocês não estão”, disse o chefe de governo. “O país inteiro está ao lado de vocês nesta noite, amanhã e nos próximos anos”, disse ele a cerca de 1.700 pessoas reunidas na Universidade de Edmonton, cidade onde viviam 13 das 57 vítimas canadenses.

“Eles estão nos dando um motivo para exigir em seu nome que seja feita justiça e que se preste contas”, acrescentou. “Continuaremos a trabalhar com nossos parceiros para garantir que uma investigação transparente e exaustiva seja realizada”, disse Trudeau. “Não vamos parar até que tenhamos respostas”.

O chefe da força aérea da Guarda Revolucionária do Irã assumiu, neste sábado 11, a responsabilidade pela queda do avião atingido por um míssil iraniano na quarta-feira, 8. Mais cedo, o país persa admitiu ter disparado o artefato contra o Boeing 737-800 da Ukraine Airlines International, que caiu dois minutos depois de decolar de Teerã com 176 pessoas a bordo, todas mortas no desastre.   

Amirali Hajizadeh, chefe da divisão aeroespacial da Guarda, afirmou que soube que um míssil tinha derrubado o avião ucraniano no mesmo dia do incidente e que assumia “total responsabilidade” por ele. “Eu gostaria de poder morrer e não testemunhar um acidente assim”, disse Hajizadeh à televisão estatal iraniana.

O Estado-Maior do Irã garantiu à população que o “responsável” pela tragédia será levado imediatamente à Corte Marcial e que o fato não se repetirá. “Garantimos que com as reformas fundamentais nos processos operacionais das Forças Armadas tornaremos impossível a repetição de erro semelhante”, diz o comunicado.

(Com Reuters, EFE e AFP)

Continua após a publicidade
Publicidade